{"id":27750,"date":"2026-08-02T16:01:06","date_gmt":"2026-08-02T19:01:06","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/redacao\/art-but-make-it-sports-criador-americano-compara-obras-arte-esportes\/"},"modified":"2026-08-02T16:01:06","modified_gmt":"2026-08-02T19:01:06","slug":"art-but-make-it-sports-criador-americano-compara-obras-arte-esportes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/noticias\/art-but-make-it-sports-criador-americano-compara-obras-arte-esportes\/","title":{"rendered":"Art, but make it sports: como um criador americano conquistou milh\u00f5es comparando obras de arte cl\u00e1ssica com cenas do esporte"},"content":{"rendered":"<h2>A genialidade por tr\u00e1s de compara\u00e7\u00f5es que viralizaram nas redes sociais<\/h2>\n<p>O antrop\u00f3logo Gilberto Freyre pode ter popularizado o conceito de &#8220;futebol-arte&#8221; nos anos 1930, mas foi o americano LJ Rader quem realmente enxergou arte em praticamente todos os esportes. Na d\u00e9cada de 2020, ele criou &#8220;Art, but make it sports&#8221; (ou &#8220;Arte, s\u00f3 que esportiva&#8221;), um projeto que compara pinturas e esculturas cl\u00e1ssicas com momentos marcantes de competi\u00e7\u00f5es reais, conquistando milh\u00f5es de seguidores e reconhecimento internacional.<\/p>\n<p>O sucesso da iniciativa \u00e9 evidente. O perfil do Instagram (@artbutmakeitsports) e a conta no X (@artbutsports) acumulam uma audi\u00eancia massiva, enquanto o projeto foi transformado em um livro publicado em abril em parceria com a ag\u00eancia Getty Images, dispon\u00edvel para compra internacional na Amazon. LJ foi ainda reconhecido pela revista Time neste m\u00eas como um dos 100 criadores de conte\u00fado mais influentes da internet em 2026.<\/p>\n<h2>De padr\u00f5es visuais a uma fen\u00f4meno digital global<\/h2>\n<p>LJ Rader mora em Nova York e possui uma capacidade not\u00e1vel de reconhecer padr\u00f5es, al\u00e9m de uma excelente mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica. Quando viu a imagem de Trump em campo no dia da final da Copa do Mundo, imediatamente estabeleceu uma conex\u00e3o com &#8220;Os comediantes italianos&#8221;, obra de Antoine Watteau de 1720, colocando-as lado a lado de forma brilhante.<\/p>\n<p>Sua trajet\u00f3ria profissional o preparou perfeitamente para este tipo de criatividade. Vencedor de um Emmy pela cobertura das Olimp\u00edadas de Inverno de Sochi em 2014 pela NBC, LJ trabalha com esportes &#8220;desde sempre&#8221; e atualmente est\u00e1 vinculado a uma empresa de dados deste setor. Curiosamente, ele \u00e9 mais f\u00e3 de futebol feminino do que masculino, diferentemente da maioria dos americanos.<\/p>\n<h3>Como tudo come\u00e7ou: uma brincadeira que virou fen\u00f4meno<\/h3>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do projeto nasceu de uma observa\u00e7\u00e3o simples. Quando o Instagram estava ganhando popularidade, LJ achava meio bobo as pessoas postarem apenas fotos de si mesmas. &#8220;Pensei que seria engra\u00e7ado compartilhar imagens de arte, mas com legendas esportivas&#8221;, conta ele ao explicar suas motiva\u00e7\u00f5es iniciais. Ele executou essa ideia por v\u00e1rios anos em sua conta pessoal, at\u00e9 que amigos o estimularam a criar um espa\u00e7o exclusivo para esse conceito.<\/p>\n<p>As postagens come\u00e7aram com jogos de basquete da NBA e posteriormente se expandiram para outras modalidades. O projeto ganhou ainda mais visibilidade durante a Copa do Mundo masculina, quando momentos como o encontro entre o brit\u00e2nico Jude Bellingham e o noruegu\u00eas Erling Haaland foram espelhados com obras-primas como &#8220;Lamenta\u00e7\u00e3o de Cristo&#8221;, do holand\u00eas Gerard David, pintada entre 1515 e 1523 e atualmente exposta na National Gallery de Londres.<\/p>\n<h2>Sem intelig\u00eancia artificial: criatividade pura<\/h2>\n<p>Uma das quest\u00f5es mais frequentes que LJ recebe \u00e9 sobre o uso de intelig\u00eancia artificial em suas cria\u00e7\u00f5es. &#8220;A primeira coisa que as pessoas pensam \u00e9 que uso IA. Escuto isso todos os dias. Mas a conta no Instagram existe antes de todas essas ferramentas&#8221;, afirma com convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para LJ, utilizar IA tiraria completamente o prop\u00f3sito do que ele v\u00ea como uma brincadeira e passatempo genu\u00edno. Seu trabalho \u00e9 resultado de observa\u00e7\u00e3o cuidadosa, conhecimento hist\u00f3rico profundo e criatividade humana pura. Inclusive, o livro s\u00f3 foi publicado por insist\u00eancia de outras pessoas, j\u00e1 que LJ n\u00e3o via inicialmente como necess\u00e1rio expandir o projeto al\u00e9m das redes sociais.<\/p>\n<h2>O impacto educacional e futuro do projeto<\/h2>\n<p>O sucesso do livro tem se mostrado gratificante em formas inesperadas. &#8220;\u00c9 legal mostrar para uma audi\u00eancia que n\u00e3o est\u00e1 nas redes sociais. E tamb\u00e9m ouvi muitos relatos de professores que usam o livro para apresentar hist\u00f3ria da arte aos alunos, o que \u00e9 extremamente gratificante&#8221;, revela LJ.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima oportunidade para alimentar os feeds ser\u00e1 o torneio de t\u00eanis US Open, que come\u00e7a em 30 de agosto. Al\u00e9m disso, a Copa Feminina no Brasil em 2025 j\u00e1 est\u00e1 nos planos de LJ, reafirmando seu compromisso em expandir o alcance art\u00edstico-esportivo do projeto. A Era de Ouro holandesa do s\u00e9culo XVII, com artistas como Jan Steen (1626-1679) e Rembrandt (1606-1669), \u00e9 sua favorita, particularmente as cenas de pessoas b\u00eabadas em tavernas que revelam a humanidade capturada pela arte cl\u00e1ssica.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descubra como LJ Rader criou o viral Art, but make it sports, comparando obras de arte cl\u00e1ssica com cenas de esportes. Criatividade sem IA.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":27745,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[269],"tags":[],"class_list":["post-27750","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27750","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27750"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27750\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27745"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27750"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27750"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27750"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}