{"id":27951,"date":"2026-08-06T16:00:52","date_gmt":"2026-08-06T19:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/redacao\/ministro-fazenda-juros-responsaveis-divida-publica\/"},"modified":"2026-08-06T16:00:52","modified_gmt":"2026-08-06T19:00:52","slug":"ministro-fazenda-juros-responsaveis-divida-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/economia\/ministro-fazenda-juros-responsaveis-divida-publica\/","title":{"rendered":"Ministro da Fazenda atribui alta da d\u00edvida p\u00fablica aos juros, n\u00e3o ao resultado do governo"},"content":{"rendered":"<h2>Dario Durigan nega responsabilidade fiscal pela escalada do endividamento p\u00fablico<\/h2>\n<p>O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o resultado das contas do governo desde 2024 n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pelo aumento da d\u00edvida p\u00fablica brasileira. Segundo o ministro, o principal culpado pela escalada do endividamento s\u00e3o os juros elevados da economia. A declara\u00e7\u00e3o foi feita um dia ap\u00f3s o Banco Central reduzir a Taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 GloboNews, Durigan citou como exemplo a melhora da nota soberana do pa\u00eds nas ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco, argumentando que isso demonstra a solidez das contas p\u00fablicas. Para o ministro, o desafio est\u00e1 na gest\u00e3o da d\u00edvida devido aos juros necess\u00e1rios para remunerar investidores, especialmente considerando que o Or\u00e7amento est\u00e1 contido, inclusive com um bloqueio de despesas de aproximadamente R$ 17 bilh\u00f5es em ano eleitoral.<\/p>\n<h2>D\u00edvida p\u00fablica atinge 81,9% do PIB em junho de 2026<\/h2>\n<p>Dados divulgados pelo Banco Central revelam que a d\u00edvida bruta do setor p\u00fablico brasileiro atingiu 81,9% do PIB em junho, totalizando R$ 10,8 trilh\u00f5es. Isso representa um aumento de 0,9 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a maio e marca o maior n\u00edvel desde abril de 2021, durante o auge da pandemia da Covid-19, quando o endividamento chegou a 82,6% do PIB.<\/p>\n<p>Esse indicador \u00e9 um dos principais observados pelos investidores na avalia\u00e7\u00e3o da sa\u00fade econ\u00f4mica do pa\u00eds. Especialistas t\u00eam enfatizado a necessidade de conter a trajet\u00f3ria da d\u00edvida para melhorar o ambiente econ\u00f4mico brasileiro.<\/p>\n<h3>Escalada do endividamento durante o terceiro mandato de Lula<\/h3>\n<p>A d\u00edvida p\u00fablica subiu 10,2 pontos percentuais durante o terceiro mandato do governo Lula, que iniciou com um passivo de 71,7% do PIB ao final de 2022. Com essa alta nos \u00faltimos anos, o endividamento p\u00fablico retorna aos patamares da pandemia, quando atingiu seu recorde hist\u00f3rico de 87,7% do PIB em dezembro de 2020.<\/p>\n<p>Quando considerado o crit\u00e9rio nominal, que soma o resultado prim\u00e1rio com pagamento de juros da d\u00edvida p\u00fablica, h\u00e1 um d\u00e9ficit acumulado em doze meses de R$ 1,317 trilh\u00e3o, equivalente a 9,99% do PIB, com aumento de 0,38 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior.<\/p>\n<h2>O desafio dos juros afeta governo, fam\u00edlias e empresas<\/h2>\n<p>De acordo com Durigan, o desafio n\u00e3o \u00e9 exclusivo do governo, mas tamb\u00e9m atinge fam\u00edlias e empresas que sofrem com os juros elevados. O ministro destacou que a discuss\u00e3o para o futuro deve focar na rolagem da d\u00edvida, argumentando que n\u00e3o h\u00e1 descontrole fiscal, mas sim um desafio espec\u00edfico em endere\u00e7ar a quest\u00e3o dos juros para diminuir o endividamento.<\/p>\n<p>Durigan enfatizou que a vari\u00e1vel sob controle do governo \u00e9 em grande medida a pol\u00edtica fiscal, ressaltando seu compromisso em melhorar esse aspecto. O ministro reconheceu preocupa\u00e7\u00e3o com a trajet\u00f3ria da d\u00edvida e afirmou ser necess\u00e1rio trabalhar para diminuir juros atrav\u00e9s de esfor\u00e7o fiscal, lembrando que o mundo inteiro est\u00e1 pressionado com infla\u00e7\u00e3o e pol\u00edtica monet\u00e1ria agressiva.<\/p>\n<h3>Garantias sobre pagamento da d\u00edvida<\/h3>\n<p>Quando questionado sobre poss\u00edveis riscos, Durigan garantiu que n\u00e3o h\u00e1 nenhum risco de o Tesouro n\u00e3o pagar sua d\u00edvida atualmente. Ele tamb\u00e9m ressaltou que a eleva\u00e7\u00e3o recente da Selic n\u00e3o esteve necessariamente vinculada ao aspecto fiscal.<\/p>\n<h2>Futuras medidas e debate p\u00f3s-elei\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Questionado sobre medidas concretas para conter despesas p\u00fablicas, juros e endividamento, Durigan n\u00e3o forneceu detalhes espec\u00edficos. O ministro afirmou que n\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o o aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo e que n\u00e3o debate sobre a desvincula\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo no pagamento de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios no momento atual.<\/p>\n<p>Durigan indicou que uma s\u00e9rie de cen\u00e1rios deve ser discutida com o presidente ap\u00f3s o per\u00edodo eleitoral, reconhecendo que os desafios continuam existindo, seja na rela\u00e7\u00e3o internacional ou em medidas concretas que devem ser implementadas no futuro. O ministro negou veementemente qualquer inten\u00e7\u00e3o do governo de controlar capitais.<\/p>\n<h3>Or\u00e7amento estruturalmente melhor para 2027<\/h3>\n<p>O ministro afirmou que o governo deixar\u00e1 um Or\u00e7amento para 2027 estruturalmente melhor, criticando a gest\u00e3o anterior que, segundo ele, deixou uma pe\u00e7a or\u00e7ament\u00e1ria com pend\u00eancias em 2022. Durigan ressaltou que naquele ano tamb\u00e9m havia fatores externos como guerra afetando pre\u00e7os de petr\u00f3leo, com infla\u00e7\u00e3o chegando a dois d\u00edgitos, diferente do cen\u00e1rio atual com infla\u00e7\u00e3o em 4,60%, pr\u00f3xima do teto da meta estabelecida.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministro da Fazenda atribui alta da d\u00edvida p\u00fablica aos juros elevados. D\u00edvida atinge 81,9% do PIB em junho de 2026.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":27948,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-27951","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27951","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27951"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27951\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27948"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}