{"id":28087,"date":"2026-08-09T16:00:26","date_gmt":"2026-08-09T19:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/redacao\/tubaroes-sensores-furacoes-previsao-cientifica\/"},"modified":"2026-08-09T16:00:26","modified_gmt":"2026-08-09T19:00:26","slug":"tubaroes-sensores-furacoes-previsao-cientifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/internacional\/tubaroes-sensores-furacoes-previsao-cientifica\/","title":{"rendered":"Tubar\u00f5es com sensores eletr\u00f4nicos ajudam cientistas americanos a prever furac\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h2>Uma parceria inovadora entre ci\u00eancia e natureza<\/h2>\n<p>Pesquisadores americanos est\u00e3o desenvolvendo uma estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria para prever a intensidade de furac\u00f5es antes que atinjam a costa leste dos Estados Unidos. A solu\u00e7\u00e3o? Equipar tubar\u00f5es com sensores eletr\u00f4nicos sofisticados que coletam dados cruciais sobre as condi\u00e7\u00f5es do Oceano Atl\u00e2ntico. Cientistas da Universidade de Delaware lideram este experimento pioneiro que promete transformar nossa compreens\u00e3o dos fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos marinhos.<\/p>\n<h2>Como funciona o sistema de monitoramento com tubar\u00f5es<\/h2>\n<p>O projeto, coordenado pelo cientista marinho <strong>Aaron Carlisle<\/strong>, utiliza sensores presos \u00e0 nadadeira dorsal dos tubar\u00f5es para coletar informa\u00e7\u00f5es sobre temperatura e salinidade da \u00e1gua. Esses dispositivos transmitem dados para uma rede de sat\u00e9lites sempre que o animal sobe \u00e0 superf\u00edcie, oferecendo uma forma inovadora e eficiente de obter informa\u00e7\u00f5es que seriam dif\u00edceis e caras de conseguir por m\u00e9todos convencionais.<\/p>\n<p>Os pesquisadores navegam entre 48 e 64 quil\u00f4metros da costa usando um barco da universidade. Eles utilizam linhas com iscas para atrair os tubar\u00f5es, podendo aguardar at\u00e9 tr\u00eas horas para captur\u00e1-los. Os trabalhos de marca\u00e7\u00e3o iniciaram em maio, per\u00edodo em que v\u00e1rias esp\u00e9cies deixam seus habitats de inverno e se aproximam do litoral.<\/p>\n<h3>Esp\u00e9cies selecionadas para o experimento<\/h3>\n<p>At\u00e9 agora, quatro esp\u00e9cies de tubar\u00f5es foram identificadas como ideais para o projeto: o <strong>tubar\u00e3o-mako<\/strong>, o <strong>tubar\u00e3o azul<\/strong>, o <strong>tubar\u00e3o martelo-liso<\/strong> e exemplares jovens de <strong>tubar\u00e3o-branco<\/strong>. Essas esp\u00e9cies foram escolhidas porque frequentemente chegam \u00e0 superf\u00edcie, comportamento fundamental que permite aos sensores transmitir os dados coletados durante seus deslocamentos.<\/p>\n<h2>O papel crucial da temperatura oce\u00e2nica<\/h2>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o concentra-se na chamada <strong>cold pool<\/strong>, uma camada de \u00e1gua fria que se forma na primavera no fundo do oceano, com temperaturas abaixo de 10\u00b0C, desaparecendo no outono. Esta camada pode influenciar significativamente a velocidade com que os furac\u00f5es ganham for\u00e7a.<\/p>\n<p>A temperatura da camada superior do oceano \u00e9 fundamental para a intensidade dos furac\u00f5es. Quanto mais quente a camada superficial e misturada, maior pode ser a pot\u00eancia de uma tempestade, j\u00e1 que a \u00e1gua quente fornece energia para o sistema. A cold pool atua como elemento de resfriamento, e compreender sua posi\u00e7\u00e3o e caracter\u00edsticas permite aos cientistas avaliar melhor quanto calor est\u00e1 dispon\u00edvel para alimentar uma tempestade que se aproxima.<\/p>\n<h2>Bem-estar animal e sustentabilidade<\/h2>\n<p>Os pesquisadores garantem que o procedimento n\u00e3o prejudica os animais. Antes de qualquer interven\u00e7\u00e3o, cada tubar\u00e3o passa por avalia\u00e7\u00e3o rigorosa para verificar suas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e garantir que n\u00e3o esteja sob estresse. Os sensores s\u00e3o produzidos com materiais que se deterioram com o tempo e se desprendem naturalmente dos animais.<\/p>\n<p>Conforme explica Carlisle, sensores transportados por animais t\u00eam sido utilizados com sucesso por ocean\u00f3grafos h\u00e1 anos, especialmente em focas-elefante em regi\u00f5es polares, onde as observa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas convencionais s\u00e3o escassas ou impratic\u00e1veis.<\/p>\n<h2>Implica\u00e7\u00f5es para previs\u00e3o de tempestades<\/h2>\n<p>A expectativa \u00e9 que os dados coletados pelos tubar\u00f5es melhorem significativamente o conhecimento sobre o comportamento dos furac\u00f5es na regi\u00e3o entre a Carolina do Norte e Massachusetts. Com informa\u00e7\u00f5es mais detalhadas sobre as condi\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas, os cientistas esperam contribuir para que moradores dessas regi\u00f5es tenham melhores informa\u00e7\u00f5es para se preparar antes da chegada das tempestades devastadoras.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do valor cient\u00edfico evidente, o projeto tamb\u00e9m busca mudar a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre os tubar\u00f5es. Como afirma Carlisle, demonstrar que esses animais podem ajudar as pessoas cria uma situa\u00e7\u00e3o vantajosa para todos: avan\u00e7amos na ci\u00eancia enquanto valorizamos a import\u00e2ncia vital dos tubar\u00f5es nos ecossistemas marinhos.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores americanos usam tubar\u00f5es com sensores eletr\u00f4nicos para prever furac\u00f5es. Conhe\u00e7a essa inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na previs\u00e3o meteorol\u00f3gica.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":28083,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-28087","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28087"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28087\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28083"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}