{"id":9312,"date":"2022-05-18T13:23:06","date_gmt":"2022-05-18T16:23:06","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/?p=9312"},"modified":"2022-05-18T13:23:10","modified_gmt":"2022-05-18T16:23:10","slug":"brasil-perde-28-milhoes-de-trabalhadores-com-carteira-assinada-em-8-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/economia\/brasil-perde-28-milhoes-de-trabalhadores-com-carteira-assinada-em-8-anos\/","title":{"rendered":"Brasil perde 2,8 milh\u00f5es de trabalhadores com carteira assinada em 8 anos"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">O emprego com carteira assinada tem perdido protagonismo e espa\u00e7o no mercado de trabalho brasileiro. A participa\u00e7\u00e3o desta modalidade no total da popula\u00e7\u00e3o ocupada no setor privado ficou em 38,1% no 1\u00ba trimestre de 2022 e segue bem distante do pico de 43% alcan\u00e7ado em 2014.<br>Segundo levantamento da LCA Consultores, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (PNAD) do IBGE, o n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada diminuiu em 2,8 milh\u00f5es entre 2014 e 2022, enquanto que o de trabalhadores por conta pr\u00f3pria ou sem registro em carteira aumentou em 6,3 milh\u00f5es em 8 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em n\u00fameros absolutos, o contingente atual de trabalhadores com carteira assinada no 1\u00ba trimestre de 2022 totalizou 36,3 milh\u00f5es, contra 39,1 milh\u00f5es no 1\u00ba trimestre de 2014.<br>O c\u00e1lculo considera a soma dos trabalhadores do setor privado no regime CLT e dom\u00e9sticos com carteira assinada, sem incluir trabalhadores do setor p\u00fablico, que emprega 11,2 milh\u00f5es, o correspondente a uma fatia de 11,8% dos ocupados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com o aumento do n\u00famero de brasileiros com emprego formal nos \u00faltimos meses, o percentual dos ocupados com carteira assinada permanece abaixo do patamar pr\u00e9-pandemia (38,7%).<br>&#8220;\u00c9 um movimento de precariza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho mesmo&#8221;, resume Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, autor do levantamento.<br>Em 8 anos, a categoria que mais ganhou participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho foi a de trabalhadores por conta pr\u00f3pria, que saltou de 22,5% para 26,5% do total de ocupados, seguida pelo emprego sem carteira assinada, que passou de 11,6% para 12,8%. Juntas, as duas modalidades representam 39,3% do total de brasileiros com trabalho, mais do que o contingente com carteira assinada, totalizando 37,5 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De 2014 a 2022, a popula\u00e7\u00e3o com alguma ocupa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds cresceu 4,1% (3,8 milh\u00f5es de pessoas a mais). Ou seja, a gera\u00e7\u00e3o de renda e a expans\u00e3o do mercado de trabalho t\u00eam sido puxada pela informalidade e pelo chamado empreendedorismo de necessidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O encolhimento da fatia de brasileiros com carteira assinada reflete n\u00e3o s\u00f3 a sucess\u00e3o de crises econ\u00f4micas nos \u00faltimos anos, mas tamb\u00e9m as transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e estruturais no mercado de trabalho, al\u00e9m da busca por trabalhos mais flex\u00edveis.<br>Sem carteira por op\u00e7\u00e3o para ganhar mais<br>Maria Cristina dos Santos, de 49 anos, decidiu abrir m\u00e3o da carteira assinada ap\u00f3s mais de 10 anos trabalhando como empregada dom\u00e9stica, faxineira, cobradora, entre outras ocupa\u00e7\u00f5es. Desde o final do ano passado, ela passou a atuar como diarista, cobrando R$ 170 por dia de servi\u00e7o.<br>&#8220;Eu trabalhava numa casa de fam\u00edlia e dormia no emprego. Tinha dia que eu come\u00e7ava \u00e0s sete e esticava at\u00e9 \u00e0s 9 horas da noite. Como diarista eu mesmo fa\u00e7o o meu hor\u00e1rio e ganho bem mais, diz.<br>Por ora, ela ainda n\u00e3o decidiu se formalizar como Microempreendedor Individual (MEI). Mas, mesmo sem a cobertura da Previd\u00eancia Social e outros benef\u00edcios da CLT, ela afirma que atuar na informalidade est\u00e1 valendo mais a pena.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00famero de brasileiros no regime CLT ou formalizados no servi\u00e7o encolheu para menos de 40%<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":9313,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-9312","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9312"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9312\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}