{"id":9670,"date":"2022-06-14T17:31:55","date_gmt":"2022-06-14T20:31:55","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/?p=9670"},"modified":"2022-06-14T17:31:58","modified_gmt":"2022-06-14T20:31:58","slug":"exponha-se-ao-novo-seu-cerebro-vai-agradecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/saude-natural\/exponha-se-ao-novo-seu-cerebro-vai-agradecer\/","title":{"rendered":"Exponha-se ao novo, seu c\u00e9rebro vai agradecer"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito antes de entrar numa sala de aula, as crian\u00e7as sabem identificar objetos e seres que as rodeiam simplesmente porque convivem com eles no dia a dia. Costumamos, inclusive, dizer que absorvem novidades como esponjas. O que um estudo da Ohio State University quer mostrar \u00e9 que essa capacidade persiste na idade adulta: as pessoas aprendem a partir de uma exposi\u00e7\u00e3o acidental a coisas que desconhecem, n\u00e3o dominam e nem sequer estavam tentando entender.<br>\u201cExpor-se ao novo torna os indiv\u00edduos mais prontos, mais eficientes para aprender. Frequentemente temos contato com coisas que nos causam uma forte impress\u00e3o e nos levam a um estado de maior desenvoltura para aprender sobre elas\u201d, afirmou Vladimir Sloutsky, professor de psicologia na universidade e coautor do trabalho, publicado no fim de maio na revista cient\u00edfica \u201cPsychological Science\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi composta por cinco experimentos diferentes, com a participa\u00e7\u00e3o de 438 pessoas. Na primeira etapa, durante um jogo simples de computador, surgiam criaturas estranhas e coloridas, sem qualquer explica\u00e7\u00e3o para as apari\u00e7\u00f5es. Embora os participantes n\u00e3o soubessem, os seres fict\u00edcios pertenciam a duas categorias: A e B, com caracter\u00edsticas diferentes \u2013 por exemplo, m\u00e3os e rabos com cores distintas. J\u00e1 o grupo de controle assistia a outras imagens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa segunda etapa, as pessoas entravam numa fase de aprendizado expl\u00edcito, durante o qual eram informadas de que as criaturas seriam \u201cflurps\u201d ou \u201cjalets\u201d. Em seguida, deveriam identificar a que categoria cada uma pertencia. O objetivo era mensurar o tempo que os indiv\u00edduos demoravam para fazer essa distin\u00e7\u00e3o. \u201cDescobrimos que a curva de aprendizado era substancialmente mais r\u00e1pida para aqueles que tinham visto as duas categorias de seres durante o jogo de computador. Esses participantes estavam familiarizados com as caracter\u00edsticas de cada grupo: os com rabos azuis tinham m\u00e3os marrons, enquanto os de rabo laranja tinham m\u00e3os verdes\u201d, explicou Layla Unger, aluna de p\u00f3s-doutorado da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com os pesquisadores, a simples exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s criaturas \u2013 quando n\u00e3o havia qualquer compromisso com o aprendizado \u2013 foi decisiva na fase posterior. Para o professor Sloutsky, o importante foi, atrav\u00e9s do experimento, mapear esse \u201cconhecimento latente\u201d. O recado est\u00e1 dado: \u00e9 preciso \u201cprovocar\u201d o c\u00e9rebro, que se alimenta de experi\u00eancias \u2013 quanto mais complexas, mais estimulam conex\u00f5es neurais. Que tal uma lista para come\u00e7ar? Leia sobre assuntos que n\u00e3o domina, conhe\u00e7a gente diferente, teste roteiros desconhecidos, v\u00e1 a lugares nunca antes visitados. A disposi\u00e7\u00e3o para experimentar alimenta nossa reserva cognitiva, uma esp\u00e9cie de \u201creservat\u00f3rio\u201d que nos ajuda a preservar a capacidade mental. D\u00e1 para fazer o paralelo com uma poupan\u00e7a: pessoas com esse tipo de \u201ccapital\u201d t\u00eam perdas menores e s\u00e3o capazes de achar estrat\u00e9gias e formas alternativas de racioc\u00ednio.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 preciso \u201cprovocar\u201d o c\u00e9rebro, que se alimenta de experi\u00eancias \u2013 quanto mais complexas, mais estimulam conex\u00f5es neurais<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":9671,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-9670","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude-natural"],"brizy_media":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9670","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9670"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9670\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9671"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9670"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9670"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcorporativo.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9670"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}