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Liga Forte Futebol do Brasil não exigirá unanimidade para decisões e segue modelo inglês

Estatuto assinado na terça-feira tem premissas básicas, com base na Premier League, e não define rateio de receitas
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Amanda Omura

O estatuto da Liga Forte Futebol do Brasil traz diferenças em relação ao documento assinado pelos clubes que aderiam à Liga do Futebol Brasileiro (Libra). O bloco dos 25 que formaram a nova associação nesta terça-feira, em reunião da CBF, fez um estatuto com premissas básicas, seguindo o modelo usado pela Premier League.

Não há divisão de receitas definida neste documento, qualificado por alguns de seus membros como "menos engessado".

Um dos pontos de maior rejeição entre os 25 que não aderiram à Libra era a impossibilidade de mudar os números de rateio já estipulados no estatuto da Libra sem que houvesse unanimidade. Havia o receio de que, uma vez assinada a adesão, os membros fundadores, defensores do rateio colocado no estatuto, não permitiriam a mudança.

Dessa forma, no documento elaborado pela Liga Forte Futebol do Brasil, essas decisões se darão por maioria qualificada, e não somente com unanimidade. Há ainda outros tipos de medidas, de menor peso, que exigirão somente maioria simples para aprovação.

Um dos maiores pontos de discussão é justamente o rateio de receitas de direito de transmissão. A Libra estipulou em 40% de divisão igualitária, 30% proporcionais à performance esportiva, e 30% proporcionais à audiência e engajamento.

Alguns integrantes da Liga Forte Futebol do Brasil defendem a proporção 50-25-25. No entanto, preferiram não incluir os números de rateio no estatuto assinado na terça. A questão será discutida pelos membros da nova liga nos próximos dias.

  • O nosso estatuto prevê as questões básicas, tal como o da Premier League. Outras questões, como divisão de receitas, serão fruto de decisão dos membros. Esse foi um dos motivos de a maioria dos clubes não ter aderido à Libra.

O impasse entre os blocos se arrasta há semanas. Depois da criação da Libra, os clubes que não assinaram formaram um segundo bloco em torno do já criado movimento Forte Futebol, sob liderança informal de Fluminense e Athletico-PR. A permanência de clubes como Atlético-MG - que agiu em diversos momentos como mediador entre os dois grupos - e Internacional viabilizou a formalização de uma segunda liga.

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