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EUA negam ter fornecido armas para guardas sauditas

ONG Human Rights Watch afirma que forças da Arábia Saudita dispararam e mataram milhares de etíopes que tentavam cruzar a fronteira
Amanda Omura

Amanda Omura

A Casa Branca negou nesta segunda-feira (21) que tenha fornecido as armas usadas por guardas da Arábia Saudita para matar imigrantes na fronteira ou treinado os policiais.

Um relatório divulgado também nesta segunda pela ONG Human Rights Watch apontou que forças sauditas que policiam fronteiras atiraram e mataram milhares de cidadãos da Etiópia que tentavam entrar na Arábia Saudita, a maioria fugindo de conflitos internos.

Os Estados Unidos são o principal país fornecedor de armas para a Arábia Saudita e também fazem treinamentos constantes com forças do país.

Por isso, logo após a divulgação do relatório, que revela assassinatos à queima-roupa por parte dos guardas sauditas, o Departamento de Estado dos Estados Unidos se declarou sobre o documento.

Um porta-voz do departamento disse que cobrou uma posição do governo da Arábia Saudita sobre as acusações, "muito preocupantes". Mas, na mesma declaração, negou que as armas usadas nos crimes sejam norte-americanas.
"Levamos nossas preocupações sobre essas acusações ao governo saudita. Pedimos às autoridades sauditas que façam uma investigação completa e transparente e também cumpram suas obrigações sob o direito internacional", disse o porta-voz.
"A administração (dos EUA) não forneceu/aprovou a venda de armas aos guardas de fronteira terrestre implicados no relatório (…). Os guardas de fronteira não participam de nenhum treinamento".

Os Estados Unidos são aliados antigos da Arábia Saudita, produtora de petróleo, na área de segurança, mas mantêm uma relação tensa na área dos direitos humanos.

Relatório da Human Rights Watch
O relatório da HRW é baseado em entrevistas com 38 migrantes etíopes que tentaram cruzar a Arábia Saudita a partir do Iêmen, e em imagens de satélite, vídeos e fotos nas redes sociais, ou de outras fontes.

As acusações do relatório da ONG apontam para uma grande escalada de abusos ao longo da perigosa "Rota Oriental" do Chifre da África à Arábia Saudita, onde centenas de milhares de etíopes vivem e trabalham.

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