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EUA vetam texto do Brasil sobre Hamas x Israel

China votou a favor da resolução, redigida pela diplomacia brasileira. Washington, protestou contra falta do direito de autodefesa
Amanda Omura

Amanda Omura

Os Estados Unidos rejeitaram nesta quarta-feira (18) o texto proposto pelo Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a guerra entre Hamas e Israel.

Atual presidente rotativo do Conselho de Segurança, o Brasil havia elaborado uma resolução que seria a primeira manifestação formal do órgão da ONU diante do novo conflito no Oriente Médio.

Mas os EUA votaram contra a proposta. Como o país tem poder de veto (leia mais abaixo), o texto foi integralmente reprovado, e agora uma nova versão será elaborada, mas ainda sem prazo, segundo o Itamaraty.

Doze países, entre eles a China, votaram a favor do texto brasileiro. Foram eles:
Brasil;
China;
França
Albânia;
Equador;
Gabão;
Gana;
Japão;
Malta;
Moçambique;
Suíça e
Emirados Árabes Unidos

Dois países - a Rússia e o Reino Unido - se abstiveram, e apenas os Estados Unidos votaram contra.

O texto brasileiro condenava os ataques terroristas do Hamas e cobrava de Israel - sem mencionar o nome do país - o fim do bloqueio à Faixa de Gaza.

O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, criticou o veto dos EUA - há dias, o Itamaraty vinha tentando convencer Washington a apoiar seu texto - e se disse "profundamente triste e decepcionado".

"Nós trabalhamos intensamente para construir uma posição conjunta, fazendo esforço para acomodar posições diferentes, às vezes opostas", disse Danese. "Nossa resposta era robusta, e estamos gratos a todos os membros do Conselho que se juntaram a nós e que demonstraram um sincero desejo multilateralismo. Mas, mais uma vez, tristemente o Conselho não conseguiu adotar uma resolução em relação à situação palestina. De novo, o silêncio prevaleceu. Nós estamos profundamente tristes e decepcionados".

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