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EUA volta a definir como crime encorajar a imigração

Lei existente no país há anos foi derrubada por um tribunal recentemente. Decisão vai a favor das políticas imigratórias de Joe Biden
Amanda Omura

Amanda Omura

A Suprema Corte dos EUA definiu nesta sexta-feira (23) que a lei federal que torna crime encorajar a imigração ilegal não viola as proteções constitucionais à liberdade de expressão.

A decisão anulou uma medida anterior registrada por um tribunal inferior. Na ocasião, o caso envolvia um homem da Califórnia chamado Helaman Hansen, que enganou imigrantes por meio de um falso programa de "adoção de adultos".

O tribunal de primeira instância decidiu que a lei era excessivamente ampla porque pode criminalizar o discurso protegido pela constituição (liberdade de expressão).

A medida proíbe induzir ou encorajar não-cidadãos a "vir, entrar ou residir" nos Estados Unidos ilegalmente, inclusive para ganhos financeiros.

A decisão vai de acordo com as políticas migratórias de Joe Biden.

Relembre o caso
Em 2017, o Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA, com sede em San Francisco, rejeitou a condenação de Hansen por violar a medida.

Ele também foi condenado por fraude postal e eletrônica e sentenciado a 20 anos de prisão. Ele está fora da prisão enquanto seu recurso está pendente.

Os promotores federais acusaram Hansen de enganar imigrantes nos Estados Unidos ilegalmente, prometendo-lhes entre 2012 e 2016 que eles poderiam obter a cidadania americana por meio de um programa de "adoção de adultos" operado por sua empresa com sede em Sacramento, Americans Helping America Chamber of Commerce.

A promotoria disse que Hansen persuadiu pelo menos 471 pessoas a aderirem ao seu programa, cobrando de cada uma delas até US$ 10.000.

A administração de Biden argumentou que a lei não cobre certos cenários hipotéticos que preocupam o 9º Circuito, como simplesmente encorajar imigrantes no país ilegalmente a permanecerem nos Estados Unidos ou aconselhá-los sobre os serviços sociais disponíveis.

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