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F1: quando as mudanças de regras acabam com longas hegemonias

Na maior mudança de regulamento dos últimos 40 anos, Mercedes se vê em dificuldades após oito anos de domínio
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Amanda Omura

A Fórmula 1 e as mudanças de regulamento. De tempos em tempos, a categoria convive com revoluções. Algumas menores, outras maiores. Mas são momentos capazes de mudar a ordem de forças da maior categoria do automobilismo mundial. Está longe de ser algo incomum, diga-se de passagem. É o que estamos vendo na pista em 2022. A equipe dona da maior hegemonia da história sofrendo com muitas dificuldades, ainda tentando se achar. E a mais tradicional delas, vivendo um jejum de 15 anos sem títulos de pilotos e 14 de construtores, de volta aos bons dias, lutando por vitórias e assumindo o papel de concorrente real ao título.

Nas últimas semanas recebi muitos questionamentos sobre essa mudança de forças na Fórmula 1 por causa das novas regras. E sim, gente. É normal. Aliás, as regras são costumeiramente alteradas também por causa disso, para tentar acabar com longos domínios. A Mercedes, aliás, estabeleceu uma hegemonia sem precedentes, a maior da história. De 2014 a 2021, foram oito conquistas de Mundiais de Construtores (100% de aproveitamento) e sete de pilotos (seis de Lewis Hamilton e um de Nico Rosberg). Uma supremacia que começou, justamente, em uma radical mudança de regras. Vou relembrar as mais recentes neste texto.

As mudanças para 2022
A temporada 2022 está sendo palco da maior mudança de regulamento desde 1982, justamente quando o efeito solo foi abolido da Fórmula 1. Com o retorno da tecnologia, a filosofia de construção dos carros mudou completamente. O downforce, antes majoritariamente gerado pelas asas do carro, passou a ser responsabilidade do assoalho. Tudo, como sempre, para tentar melhorar o show das corridas, permitir que os carros andem colado sem sofrer com a famosa turbulência. Mas ainda é cedo para saber se as mudanças neste sentido foram realmente eficientes.

A volta do efeito solo trouxe de volta um velho problema: o Efeito Golfinho (porpoising, no termo em inglês), que não pode ser detectado nas simulações no computador (no CFD) e tampouco no túnel de vento. Todas as equipes estão sofrendo com ele, umas mais, outras menos. E mais uma mudança de regulamento acabou com um domínio na Fórmula 1: foi a Mercedes quem mais perdeu desempenho com as novas regras. De dominadora nas últimas oito temporadas, a equipe alemã passou a lutar a duras penas para se manter como a terceira força do campeonato, principalmente nas classificações.

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