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Giorgia Meloni, a favorita para governar a Itália

Líder do partido neofacista Irmãos da Itália, ela seria a primeira premiê do país a comandar um governo de extrema-direita desde Mussolini
Amanda Omura

Amanda Omura

Preste atenção nela: a deputada Giorgia Meloni, de 45 anos, líder do partido neofacista Irmãos da Itália, desponta como favorita nas pesquisas para se tornar a próxima chefe de governo do país, nas eleições antecipadas de 25 de setembro.
Desde a sua fundação, em 2012, a legenda, de ideologia ultra radical, nacionalista e eurocética, nunca esteve tão perto do poder e agora lidera um grupo que engloba a Liga, de Matteo Salvini, e a Força Itália, de Silvio Berlusconi.

Essa coalizão ameaça a Itália, terceira maior economia da zona do euro, de inaugurar uma nova era, com o primeiro governo de extrema-direita desde Benito Mussolini. E com uma mulher, pela primeira vez, no comando do país.
Os três partidos se aproveitam da rasteira que a coalizão que sustentava o governo deu no primeiro-ministro Mario Draghi, antecipando as eleições. De um modesto resultado de 4,6% em 2018, o Irmãos da Itália lidera as pesquisas somando entre 21% e 25% das intenções de votos.

Meloni lançou-se candidata com o manjado slogan "A Itália e os italianos em primeiro lugar", um déjà vu das campanhas de Donald Trump, Viktor Orbán, entre tantos outros do escopo ultradireitista. Abraça com afinco o combate aos imigrantes, ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, à ideologia de gênero, aos desmandos da União Europeia.
Em junho passado, num comício do parceiro espanhol de ultradireita Vox em Marbella, na Espanha, ela vociferou enfaticamente: “Sim à família natural! Não aos lobbies LGBT!”

Seu partido descende do neofascista Movimento Social Italiano, fundado por Giorgio Almirante, ex-ministro do Duce. Mas, agora, em plena ascensão, Meloni tenta se distanciar do rótulo de extremista e disfarçar-se de centro-direita, de olho no eleitor conservador, movido pelo descontentamento político.
Aos que a retratam como um perigo para a Itália, ela dissimula com ataques à esquerda e promete moderar o tom, mas não a sua essência. “Quero chegar ao governo apenas se houver condições para fazer coisas de centro-direita, com uma coligação que tenha uma visão muito clara e seja alternativa à esquerda”, explicou num tuíte.

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