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Incidência do burnout continua aumentando em 2023

Com estresse e exaustão aumentando entre setores de trabalho, talvez seja hora de reformular a narrativa do esgotamento
Amanda Omura

Amanda Omura

O burnout é um fenômeno observado há tempos e em larga escala no ambiente de trabalho.

Mas ele atingiu seu pico durante a pandemia. Em meio aos lockdowns, às responsabilidades e à emergência de saúde pública, dados globais demonstram que mais profissionais relataram sensação de estresse crônico e exaustão.

Um estudo de março de 2021 entre 1,5 mil trabalhadores americanos, conduzido pela plataforma de recursos humanos Indeed, mostrou que 67% dos participantes acreditavam que o burnout aumentou durante a pandemia de covid-19.

E a incidência do burnout continua aumentando. Em uma pesquisa de fevereiro de 2023, entre 10.243 profissionais de várias partes do mundo, conduzida pelo centro de pesquisas e debates americano Future Form, 42% dos participantes relataram burnout – o maior número desde maio de 2021.

Uma solução é possível?
Pang e Gallagher afirmam que as práticas atuais de trabalho fazem com que o burnout, em alguns casos, seja inevitável.
"Na verdade, o burnout deveria ocorrer apenas em algumas profissões – quando você fica continuamente na linha de frente para salvar vidas", afirma Pang.

"Mas, no momento, para muitas empresas, ele se resume à tolerância do indivíduo a longas jornadas, excesso de trabalho e fadiga, quer ele sofra de burnout ou não."

Além da alta incidência, alguns especialistas acreditam que preocupações econômicas mais genéricas significam que o burnout provavelmente irá permanecer por mais tempo.
"Além do trabalho, os profissionais também precisam lidar com enormes pressões de custo de vida", afirma Gallagher.

"A inflação piorou, estão acontecendo demissões em massa e os profissionais estão preocupados em perder suas moradias. Por isso, não será surpresa se os níveis de burnout aumentarem ainda mais."

A falta de creches e a instabilidade persistente também são um fator adicional em todo o mundo, particularmente para os pais.

Um relatório da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, demonstrou em maio de 2022 que 66% dos pais e mães americanos que trabalham preenchem os critérios de burnout.

Enquanto houver ambientes de trabalho que façam com que seus funcionários sofram estresse crônico, excesso de trabalho e longas jornadas, o burnout chegou para ficar.

Mas Pang afirma que cada vez mais empresas estão começando a perceber que têm responsabilidade de lidar com o burnout.
"Estamos gradualmente saindo de um mundo no qual o burnout ficava totalmente a cargo do indivíduo para reconhecer que as soluções organizacionais são fundamentais", segundo ele.

"Existe um reconhecimento maior de que fatores do ambiente de trabalho contribuem para o burnout e que um funcionário afetado pode ter consequências negativas para os negócios como um todo."

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