Voltar ao Início

Você está em:

EUA: escravidão é tema de plebiscitos em 5 Estados

Abolição da escravidão nos EUA ocorreu em 1865, mas ainda há exceções. Eleitores decidirão sobre elas na votação hoje
Picture of Amanda Omura

Amanda Omura

Os Estados Unidos aboliram a escravidão há 157 anos — ou seja, desde então, nenhuma pessoa pode ser propriedade legal de outra. Mas uma exceção permaneceu: os prisioneiros condenados.

Na maior parte dos Estados Unidos, a escravidão ainda é legal quando adotada como pena para um crime.

Mas, nas eleições de 8 novembro, eleitores de cinco Estados — Alabama, Louisiana, Oregon, Tennessee e Vermont — decidirão pela eliminação ou não dessas exceções nas suas constituições estaduais, em uma tentativa de proibir totalmente a escravidão.
O resultado poderá permitir que os prisioneiros contestem o trabalho forçado. Atualmente, cerca de 800 mil prisioneiros trabalham por centavos, ou sem pagamento. Sete Estados não pagam salários para os trabalhadores nas prisões pela maioria dos trabalhos exigidos.

Os apoiadores da mudança afirmam que esta é uma brecha para a exploração que precisa ser fechada. Já os críticos argumentam que é uma mudança insustentável, que pode gerar consequências indesejadas para o sistema de justiça criminal.

'Trabalhei por 25 anos e voltei para casa com 124 dólares'
As raízes do sistema moderno têm origem nos séculos de escravidão dos afro-americanos, segundo pesquisadores dos direitos humanos.

Nos anos que se seguiram à abolição da escravatura, foram aprovadas leis especificamente destinadas a reprimir as comunidades negras e levá-las à prisão, onde os detentos seriam forçados a trabalhar.

Atualmente, existem prisioneiros negros americanos que ainda são forçados a colher algodão e outros produtos nas plantações do sul, onde seus antepassados foram mantidos acorrentados.
"Os Estados Unidos da América nunca tiveram um dia sem escravidão legal", afirma Curtis Ray Davis II, que passou mais de 25 anos em trabalhos forçados em uma prisão da Louisiana por um assassinato que não cometeu, até o seu indulto, em 2019.

Posts Relacionados

Fogo avança sem controle na Califórnia

Fogo avança sem controle na Califórnia

Chamas anteciparam temporada de incêndios no estado dos EUA. Ventos e baixa visibilidade tornam esforços para apagar fogo 'inúteis'

G7: líderes de países racham sobre aborto

G7: líderes de países racham sobre aborto

Apoio financeiro à Ucrânia é o principal tema do encontro, na Itália, que tem presença do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky

Acordo autoriza entrada da Ucrânia na Otan

Acordo autoriza entrada da Ucrânia na Otan

Zelensky tem planos para que a Ucrânia entre na Otan já faz tempo, mas com a guerra, perdeu apoio dos países que compõem o grupo

Por que Macron pode dissolver o Parlamento na França?

Por que Macron pode dissolver o Parlamento na França?

A medida ocorreu depois da derrota do partido de Emmanuel Macron para de Le Pen nas eleições do Parlamento Europeu

Temos mais armas nucleares que a Europa toda, diz Putin

Temos mais armas nucleares que a Europa toda, diz Putin

Presidente russo afirmou também estar certo de sua vitória na guerra da Ucrânia, mas disse estar aberto a negociações de paz

Eleições no Parlamento Europeu começam

Eleições no Parlamento Europeu começam

A eleição para o Parlamento Europeu é a segunda maior votação do mundo. Espera-se que a participação neste ano seja a maior da história

Biden tenta reforçar aliança com europeus

Biden tenta reforçar aliança com europeus

Presidente dos EUA chegou a Paris para participar das celebrações pelos 80 anos do Dia D. Ele se reunirá com o rei Charles III

Claudia Sheinbaum influencia eleições dos EUA

Claudia Sheinbaum influencia eleições dos EUA

Presidente eleita assumirá o cargo um mês antes do pleito americano. Biden e Trump duelam para controlar a narrativa sobre migrantes

pt_BRPortuguese