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EUA terão governo ‘dividido’ com maioria republicana

A partir de janeiro, democratas terão controle da Presidência e do Senado e republicanos a da Câmara; mas quais as consequências?
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Amanda Omura

Os Estados Unidos terão "um governo dividido" a partir de janeiro.

O termo se refere a uma situação em que uma ou ambas as Casas do Congresso são controladas por um partido diferente daquele a que pertence o presidente em exercício, atualmente o democrata Joe Biden.

Como o Partido Republicano obteve o controle da Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato, segundo projeções divulgadas na noite de quarta-feira (16/11), isso significa que os EUA vão ter um governo desse tipo quando os novos parlamentares tomarem posse.

Governos divididos são bastante comuns no país desde a década de 1970 — e o mais recente se deu durante os dois últimos anos da gestão do ex-presidente Donald Trump, quando os democratas controlavam a Câmara.

A recuperação da maioria da Câmara dos Representantes, que os republicanos haviam perdido em 2018, pode significar dois anos de embate político com poucas conquistas legislativas, antecipam os especialistas.

"Acho que um acordo bipartidário seria muito difícil, dada a enorme divisão entre os dois partidos em quase todas as questões importantes que o país enfrenta", diz Alan Abramowitz, cientista político da Universidade Emory, nos EUA, que escreveu vários livros sobre eleições, à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC.

O caminho de uma lei
Os republicanos garantiram as 218 cadeiras necessárias para obter maioria na Câmara dos Representantes, segundo projeções da rede CBS News, parceira da BBC nos EUA.

Ainda de acordo com a CBS, os republicanos devem ganhar no total entre 218 e 223 assentos na Casa — de um total de 435.

Essa maioria é apertada, mas suficiente para travar a agenda do presidente Biden nos próximos dois anos de mandato.

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