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Guerra na Ucrânia: os erros militares da Rússia no conflito

Especialistas em defesa e inteligência ocidentais relatam os erros cometidos por Moscou no campo de batalha
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Amanda Omura

A Rússia tem uma das maiores e mais poderosas forças armadas do mundo, mas a invasão da Ucrânia vem deixando uma imagem diferente disso. Muitos analistas militares nos Estados Unidos e países da Europa ficaram surpresos com seu desempenho no campo de batalha até agora.
Os avanços militares parecem ter parado e alguns questionam se a Rússia terá capacidade para se recuperar das perdas que sofreu. Esta semana, um militar da Otan disse à BBC: "os russos claramente não alcançaram seus objetivos e provavelmente não o farão".
Então, o que deu errado?

Suposições equivocadas
O primeiro erro russo foi subestimar a força da resistência e as capacidades das próprias forças armadas da Ucrânia, que são bem menores do que as da Rússia. A Rússia tem um orçamento anual de defesa de mais de US$ 60 bilhões (R$ 300 bilhões), em comparação com os gastos da Ucrânia de pouco mais de US$ 4 bilhões (R$ 20 bilhões).
Ao mesmo tempo, a Rússia e muitos outros parecem ter superestimado suas próprias forças militares. O presidente Vladimir Putin embarcou em um ambicioso programa de modernização das suas forças armadas e ele próprio pode ter acreditado demais em seu projeto.

Perdas e baixo moral
A Rússia acumulou uma força de cerca de 190 mil soldados para esta invasão e a maioria deles já participou de alguma forma da batalha. Mas os russos já perderam cerca de 10% dessa força. Não há números confiáveis para a escala das perdas russas ou ucranianas. A Ucrânia afirma ter matado 14 mil soldados russos, embora os EUA estimem que o número real provavelmente seja metade dessa estimativa.

Suprimentos e logística
A Rússia tem enfrentado dificuldades com itens básicos. Há um velho ditado militar que diz que amadores falam de táticas enquanto profissionais estudam logística. Há evidências de que a Rússia não deu a devida atenção a isso. As colunas blindadas ficaram sem combustível, comida e munição. Veículos quebraram e foram abandonados, e depois rebocados.

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