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Netanyahu diz que já tem data para atacar Rafah

Ele não deu mais detalhes. Pouco depois, o Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que não foi informado sobre os planos
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Amanda Omura

Moradores da segunda maior cidade da Faixa de Gaza, Khan Younis, que foi esvaziada durante as batalhas entre as forças de Israel e o grupo terrorista Hamas, estão voltando para casa nesta segunda-feira (8) para tentar recuperar o que puderem depois da destruição.

Os militares israelenses anunciaram no domingo retiraram tropas de Khan Younis, mas que as tropas estão se reagrupando enquanto o exército se prepara para avançar contra Rafah, que Israel chama de último reduto do Hamas.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a invasão de Rafah "vai acontecer, há uma data (para isso)". Ele não deu mais detalhes. Pouco depois, o Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que não foi informado sobre os planos.

As famílias que estão voltando a Khan Younis encontraram um lugar irreconhecível. Milhares de prédios foram destruídos ou severamente danificados. Segundo a agência de notícias AP, as famílias tentaram encontrar os locais onde viviam que agora são amontoados de destroços ou, em alguns casos, edificações esburacadas, com andares estraçalhados.

Na prática, uma parte significativa da Faixa de Gaza está inabitável após a ofensiva.

Estima-se que 55% das edificações da área de Khan Younis (cerca de 45 mil prédios) foram destruídas ou danificadas. Os números são de dois pesquisadores dos Estados Unidos (Corey Scher da City University de New York ed Jamon Van Den Hoek da Oregon State University). Os dois usaram imagens feitas por satélite para monitorar a dimensão dos estragos causados pela guerra.

A invasão a Khan Younis pelas tropas israelenses aconteceu em dezembro, cerca de dois meses depois de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou o território de Israel, matou 1.200 pessoas e sequestrou mais de 200 pessoas. Segundo os israelenses, há cerca de 130 reféns ainda sequestrados pelo Hamas, mas um quarto deles estão mortos.

De acordo com informações do Hamas, mais de 33 mil palestinos morreram na guerra.

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