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Qual a realidade por trás das armas a laser declaradas pela Rússia?

Moscou afirmou ter destruído um drone com um laser, mas Kiev ridicularizou a alegação, classificando como propaganda
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Amanda Omura

A Rússia afirma ter usado armas a laser no campo de batalha na Ucrânia, embora os EUA digam que não viram nenhuma evidência disso, e a Ucrânia tenha ridicularizado a alegação, classificando como propaganda.

Mas, afinal, o que são armas a laser e quão eficazes elas podem ser no conflito?
Yury Borisov, vice-primeiro-ministro russo responsável pelo desenvolvimento militar, disse à TV estatal que um protótipo a laser chamado Zadira estava sendo usado na Ucrânia e que havia queimado um drone ucraniano em cinco segundos a uma distância de 5 km.
Ele se soma a um sistema de laser anterior chamado Peresvet — em homenagem a um monge guerreiro ortodoxo medieval —, que pode ser usado para ofuscar satélites orbitando bem acima da Terra e impedi-los de coletar informações.
"Se o Peresvet cega, então a nova geração de armas a laser leva à destruição física do alvo — destruição térmica, eles queimam", afirmou Borisov.
No entanto, uma autoridade do Departamento de Defesa dos EUA disse que não viu "nada que corrobore os relatos sobre uso de lasers" na Ucrânia.
Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, zombou da alegação russa, comparando-a com as chamadas "armas milagrosas" que a Alemanha nazista alegou estar desenvolvendo durante a Segunda Guerra Mundial.
"Quanto mais claro ficava que eles não tinham chance na guerra, mais propaganda havia sobre uma arma incrível que seria tão poderosa a ponto de garantir uma reviravolta", disse ele em um discurso em vídeo.
"E então vemos que no terceiro mês de uma guerra em grande escala, a Rússia está tentando encontrar sua 'arma milagrosa'… tudo isso mostra claramente o fracasso completo da missão."

O que as armas a laser podem — e não podem — fazer
O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, disse que poderia derrubar drones, morteiros e foguetes por apenas US$ 3,50 por disparo.
Mas o especialista em defesa antimísseis Uzi Rubin, do Instituto de Estratégia e Segurança de Jerusalém, acredita que a tecnologia de armas a laser não alteraria o equilíbrio de poder no campo de batalha na Ucrânia.

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