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Lula diz que gastos com armas deveriam ser usados contra fome e mudança climática

Presidente disse ainda ser preciso 'trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis'
Amanda Omura

Amanda Omura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou nesta sexta-feira (1º) seu primeiro discurso na abertura da conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28, em Dubai, nos Emirados Árabes.

Durante a fala, ele afirmou que gastos com armas deveriam ser usados contra a fome e a mudança climática, como o impacto climático afeta o Brasil e sobre a necessidade de ter uma economia menos dependente de combustíveis fósseis.

A conferência do clima — que deve durar duas semanas — é um evento que reúne governos do mundo inteiro, diplomatas, cientistas, membros da sociedade civil e diversas entidades privadas visando debater e buscar soluções para a crise climática causada pelo homem.
Gastos com fome e mudança climática
Lula disse durante o discurso que o mundo gasta mais em armas, e que a quantia poderia ser usada no combate à fome e no enfrentamento à mudança do clima. "Quantas toneladas de carbono são emitidas pelos mísseis que cruzam o céu e desabam sobre civis inocentes, sobretudo crianças e mulheres".

O presidente afirmou que "o mundo naturalizou disparidades inaceitáveis de renda, de gênero e de raça, e que não é possível enfrentar a mudança do clima sem combater a desigualdade".

Lula também criticou a postura da ONU sobre a incapacidade de manter a paz, "simplesmente porque alguns dos seus membros lucram com a guerra". A Organização das Nações Unidas tem Rússia, Ucrânia e Israel como países-membros, por exemplo.

"Governantes não podem ser eximidos de suas responsabilidades. Nenhum país resolverá seus problemas sozinho. Estamos todos obrigados a atuar juntos, além de nossas fronteiras. O Brasil está disposto a liderar pelo exemplo. Ajustamos nossas metas, que são hoje mais ambiciosas do que a de muitos países desenvolvidos", disse.

Amazonas e Rio Grande do Sul
Lula afirmou também que a Amazônia amarga uma das "mais trágicas secas de sua história". Ele também citou que, no sul, tempestades e ciclones deixam um rastro inédito "de destruição e morte".

"A ciência e a realidade nos mostram que desta vez a conta chegou antes", afirmou.

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