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Maior usina nuclear da Europa está fora de controle

Todos os princípios de segurança nuclear foram violados em Zaporizhzhia, disse chefe da agência nuclear da ONU
Amanda Omura

Amanda Omura

Uma enorme usina nuclear ocupada pela Rússia durante a invasão da Ucrânia está "completamente fora de controle", disse o chefe da agência nuclear da ONU.

Em entrevista à agência de notícias Associated Press, o argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), afirmou que a fábrica de Zaporizhzhia, no sul ucraniano, precisava de uma inspeção e de reparos.
"Há uma série de coisas que nunca deveria estar acontecendo em nenhuma instalação nuclear", assinalou.
A maior usina nuclear da Europa está localizada perigosamente perto dos combates.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, acusou a Rússia no início desta semana de usar a usina, invadida em março, como base militar para lançar ataques contra forças ucranianas.

A Ucrânia diz que os russos estacionam tropas e armazenam equipamentos militares nos terrenos da usina, localizada no rio Dnipro, no sul da Ucrânia.
Mas um funcionário russo que atua na região alegou à agência de notícias Reuters que forças ucranianas estavam usando armas fornecidas pelo Ocidente para atacar a usina.
Segundo Yevgeny Balitsky, a Rússia está pronta para mostrar à AIEA como vem protegendo a instalação nuclear dos ataques dos ucranianos.

Quando os russos tomaram a usina, o bombardeio das instalações causou um clamor internacional.
A usina ainda está operante, com funcionários ucranianos sob controle russo.

Em uma entrevista coletiva na sede da ONU em Nova York, Grossi disse: "A situação é muito frágil. Todos os princípios de segurança nuclear foram violados de uma forma ou de outra e não podemos permitir que isso continue".

O diretor-geral da AIEA disse que estava tentando montar uma missão o mais rápido possível para visitar a instalação, mas isso exigia a aprovação dos lados ucraniano e russo, bem como autorização da ONU, dados os riscos envolvidos em visitar a zona de guerra.

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