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Ministro vê possíveis irregularidades em contratos de propaganda sobre Covid

Tribunal quer saber se governo fez pesquisa de preço e se valores são confiáveis e compatíveis com material
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Amanda Omura

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar Rodrigues verificou, em análise preliminar, possíveis irregularidades em contratos para a produção de propagandas do governo federal relacionadas às medidas de combate à pandemia de Covid-19 e às ações para retomada da atividade econômica.

Rodrigues é relator de um requerimento do deputado Elias Vaz (PSB-GO). A suspeita é de superfaturamento na contratação de cinco empresas que, em conjunto, produziram 13 vídeos de 30 segundos cada, no valor total de quase R$ 4,3 milhões.

As empresas prestaram serviços à uma agenda de publicidade que tem contrato com o Ministério da Saúde. Nesta quarta-feira (24), o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu solicitar esclarecimentos ao Ministério da Saúde e à Secretaria Especial de Comunicação Social sobre os contratos. A fiscalização se dará em cima de notas fiscais emitidas em 2020.

Em resumo, o tribunal quer saber se o governo realizou pesquisas para saber se os valores das contratações estavam adequados frente aos valores de mercado. E se, caso usado a base de dados do governo para referência de preços, se os valores são confiáveis e compatíveis com o material entregue pelas produtoras contratadas.

Indícios de irregularidades
O ministro Walton Alencar Rodrigues diz que chama a atenção a quantidade de pessoas e equipamentos nos quadros de custos apresentados pelas empresas para a produção de vídeos "sem aparente complexidade de execução".

As remunerações dos técnicos escalados para produção dos vídeos estariam, a princípio, incompatíveis com os valores de mercado, segundo o ministro.

Além disso, foi incluída na planilha de custos a rubrica "taxa de impostos", o que é vedado pela jurisprudência do tribunal.

Haveria, ainda, indícios de que a equipe do governo que autorizou a contratação não possuía conhecimento sobre as "técnicas de orçamentação dos produtos e/ou da ausência de análise crítica das cotações apresentadas".

O ministro relata, também, significativa variação de preço unitário dos vídeos (R$ 130 mil a R$ 593,7mil), que, aparentemente e em avaliação prévia do TCU, "possuem características semelhantes em termos de duração, efeitos especiais e não participação de artistas consagrados".

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