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Mitos sobre amamentação e o que você precisa realmente saber sobre a prática

Uma campanha da ONU para incentivar as mães a amamentar ocorre todos os anos durante a primeira semana de agosto
Amanda Omura

Amanda Omura

Como parte de sua campanha mundial em prol do leite materno, a ONU (Organização das Nações Unidas) fez um apelo para que empresas públicas e privadas em todo mundo permitam que mulheres amamentem seus bebês em seus locais de trabalho. Segundo a ONU, os bebês que não são amamentados têm 14 vezes mais chances de morrer antes de completar um ano de vida do que que os bebês que recebem leite materno.

A campanha da ONU quer que as mães tenham garantido o direito à licença maternidade, a intervalos regulares na jornada de trabalho para amamentarem seus filhos, além de contarem com uma sala exclusiva para amamentação no ambiente de trabalho.

Mito 1: A amamentação é dolorosa e os mamilos ficam inchados pela prática
Dra. Waitt: Esta é uma questão difícil de abordar pois é perfeitamente normal que inicialmente as mães fiquem com os bicos dos seios um pouco doloridos até se acostumarem. Entretanto, a amamentação não deve em si ser algo dolorido. Caso a dor persista pode ser sinal de que haja infecção no local ou de que o bebê não esteja acoplando a boca ao seio como deve.
É normal que haja algum desconforto e pode ser que seja preciso fazer algum ajuste na posição de mãe e bebê, especialmente se for o primeiro filho ou a primeira experiência do tipo. Se a dor for grande e persistente o problema deve ser conversado com o médico pediatra, com a enfermeira ou a parteira que preste apoio.

Mito 2: Você não conseguirá amamentar se não começar a fazê-lo imediatamente
Dra. Sutcliffe: Qualquer coisa que estimule as mães a amamentar deve ser considerada boa para a saúde geral já que traz amplos benefícios. Qualquer restrição artificial imposta ao comportamento humano natural, como por exemplo impor um limite rígido de tempo, não tem base científica.

Mas com certeza existem vários benefícios da mãe oferecer o peito ao bebê imediatamente.

O maior de todos é obviamente o aspecto da nutrição. Amamentar também ajuda a iniciar o processo de contração do útero, que pode evitar ou pelo menos retardar, o sangramento do útero, comum no pós-parto.

Mito 3: Você não pode tomar nenhum remédio se estiver amamentando
Dra. Waitt: Esta é uma das primeiras perguntas feitas por mães no mundo todo. Os remédios que eu tomo afetam meu bebê?

Na verdade, a quantidade de componentes químicos que chegam até o bebê é miníma. Caso um médico prescreva algum medicamento, você pode e deve questionar se aquilo terá algum impacto no seu bebê, mas muito provavelmente a resposta será que não causará nenhum dano ao seu filho ou filha.

Na maioria dos casos o que um bebê precisa é de uma mãe saudável. Os medicamentos que normalmente são ministrados às mães contra infecções, contra dor e antidepressivos não causam nenhum mal ao bebê.

Os remédios que não devem ser tomados durante a amamentação são bem poucos. Geralmente são associados a tratamentos específicos e mais sérios como por exemplo contra o câncer.

Outros medicamentos, entretanto, devem ser tomados somente após criteriosa avaliação de riscos e benefícios. Qualquer mulher cujo médico lhe tenha prescrito algum medicamento deve poder pedir o esclarecimento que quiser.

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