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Rússia diz que vai ‘reduzir radicalmente’ ataques a Kiev

Vice-ministro da Defesa russo anunciou redução dos ataques após fim das conversas entre as delegações Rússia e Ucrânia
Amanda Omura

Amanda Omura

As tropas russas vão recuar e reduzir ataques em Kiev e Chernihiv, no norte do país, segundo anunciou nesta terça-feira (29) o vice-ministro da Defesa russo, Alexander Fomin.
"No sentido de fortalecer a confiança mútua e criar condições necessárias para negociações futuras e alcançar o objetivo final de assinar um acordo, tomamos a decisão de reduzir radicalmente e por uma ampla margem as atividades militares nas direções de Kiev e Chernihiv", declarou Fomin.
O vice-ministro disse ainda que Moscou vai revelar mais detalhes da decisão e das negociações após a delegação russa retornar ao país. O anúncio foi feito depois do final da nova rodada de negociações que Rússia e Ucrânia realizaram nesta manhã em Istambul, na Turquia, para tentar colocar fim a mais de um mês de ataques russos ao território ucraniano.
No encontro, a Ucrânia propôs adotar a neutralidade, segundo informaram membros da delegação na saída da reunião. O status neutro significa que o país não pode fazer parte de alianças militares, como a Otan, nem hospedar bases militares em seu território.
Em troca, Kiev pediu garantias de segurança, disseram negociadores ucranianos.
As propostas também incluiriam um período de consulta de 15 anos sobre o status da Crimeia anexada e poderiam entrar em vigor apenas no caso de um cessar-fogo completo.
Os negociadores divulgarão ainda nesta terça-feira um documento comum com as conclusões do encontro. A Rússia informou que também só falará sobre o encontro quando os membros de sua delegação chegarem de volta a Moscou.

Reunidas em Istambul, na Turquia, as delegações dos dois países debateram nesta manhã os dois principais pontos impostos pelos ucranianos: garantias de segurança e a organização de um cessar-fogo por questões humanitárias.
Os negociadores foram recebidos pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que pediu o fim imediato da guerra. Na semana passada, a conversa entre os dois países terminou travada nos principais pontos. No domingo (27), porém, o presidente ucraniano disse que seu país estava "pronto" para a neutralidade.

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