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Segurança na F1: de uns anos para cá, parece ter regredido em vários aspectos

Desde fim de semana em Imola em 1994, item virou prioridade. Mas medidas e atitudes recentes da FIA levantam questionamentos
Amanda Omura

Amanda Omura

A segurança na Fórmula 1 foi um tema negligenciado por décadas. Desde os anos 1950, quando a categoria foi criada, nada menos que 46 pilotos morreram em corridas e testes. 98% dos acidentes fatais na categoria, contudo, aconteceram até o fatídico fim de semana de Imola, em 1994. A única vítima depois deste período foi o francês Jules Bianchi, no famoso acidente com a grua em Suzuka-2014 - morreria nove meses depois, em decorrência dos graves ferimentos na cabeça. A F1 sofreu uma revolução em termos de segurança nos últimos 28 anos. Mas, de uns anos para cá, parece ter regredido em vários aspectos, principalmente na homologação de circuitos. Por isso me causa espanto o endurecimento da política de uso de joias estabelecido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) na temporada 2022. Não à toa está gerando muita polêmica.

Desde 1994, tivemos várias medidas de segurança adotadas nos circuitos. A mais visível delas foi a ampliação das áreas de escape, que chegaram a ser comparadas a estacionamentos de supermercado, pelo enorme tamanho. As barreiras de pneus foram alteradas, novas tecnologias adotadas nos muros (as barreiras TecPro) e as zebras deixaram de ser rampas de lançamento. Só que esses padrões parecem ter sido abandonados de alguns anos para cá. E acho que o exemplo mais emblemático foi a homologação do Jeddah Corniche Circuit para a Fórmula 1, aquele que foi vendido como o mais rápido circuito de rua. E também o mais inseguro, recheado de pontos cegos e quase sem áreas de escape. Outra polêmica: em Miami, no último fim de semana, Carlos Sainz e Esteban Ocon bateram forte no muro da chicane das curvas 14 e 15, com impactos próximos aos 51G. Os pilotos pediram a colocação de uma TecPro no trecho e foram solenemente ignorados pela FIA.
Outra questão: com o novo regulamento, a adoção do efeito-solo na temporada 2022 e do limite de gastos na Fórmula 1, várias equipes estão com seus carros acima do peso mínimo de 798 kg. E estão fazendo de tudo para "emagrecer" os modelos. Já vimos a retirada da pintura das carenagens, deixando apenas a fibra de carbono crua exposta. Até aí, tudo bem. Não compromete os carros, os times apenas arrumam problemas com seus patrocinadores. Mas, como já era esperado, a redução de peso foi além. E em Miami, passou a afetar a segurança dos pilotos. Após a corrida, Daniel Ricciardo confirmou que correu sem os três litros de bebida isotônica que normalmente são colocados para hidratar os pilotos. Preocupação da McLaren com o peso do carro. E para isso, expôs seus pilotos ao risco de desidratação em uma corrida em um ambiente quente e úmido. Sobre isso, nenhuma palavra da FIA.

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