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Terrorismo em Brasília: empresário preso diz à polícia que teve hotel e viagem pagos

Morador de Votuporanga (SP), Kingo Takahashi levou apenas R$ 150 para o Distrito Federal, segundo depoimento
Amanda Omura

Amanda Omura

O empresário de Votuporanga (SP) Kingo Takahashi, um dos bolsonaristas radicais presos pelos ataques terroristas ocorridos na Praça dos Três Poderes, contou em depoimento à polícia que teve as despesas pagas para participar dos atos antidemocráticos.

De acordo com a apuração do g1, Kingo relatou que parte do grupo que estava no Quartel-General do Exército realizou uma vaquinha para custear a viagem e o hotel de quem quisesse ir a Brasília (DF).

Durante depoimento à polícia, o bolsonarista radical também disse que "trouxe R$ 150" para ficar no Distrito Federal, bem como afirmou que não sabia os nomes ou as características dos organizadores do QG.

Fotos e vídeos
Em vídeos publicados nas redes sociais, Kingo aparece perto da rampa do Congresso Nacional, acompanhado de outros terroristas que participaram dos atos antidemocráticos ocorridos no dia 8 de janeiro.

"Vamos derrubar os bandidos. Vamos acabar com esses vagabundos. Isso é melhor que show de rock”, disse o empresário durante a gravação.

Já em uma fotografia, o empresário está deitado em uma poltrona vermelha, com os pés apoiados em um móvel.

Kingo foi preso em flagrante por “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. Ele foi encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Presos por invasão
A lista com o nome dos bolsonaristas radicais que depredaram as sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário foi divulgada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal.

Durante a invasão, os terroristas quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, entraram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas.

O ataque às sedes dos Três Poderes e à democracia é sem precedentes na história do Brasil. O prejuízo ao patrimônio público está calculado em ao menos R$ 3 milhões apenas na Câmara dos Deputados, que junto com o Senado Federal compõe o Congresso Nacional.

Até o fim da manhã de quinta-feira (12), 1,2 mil pessoas haviam sido presas.

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