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Trump entra com ação para concorrer a presidente

A Justiça do Colorado havia proibido Donald Trump de concorrer a presidente no estado. O ex-presidente vai tentar reverter a decisão
Amanda Omura

Amanda Omura

Donald Trump protocolou um pedido na Suprema Corte dos Estados Unidos para poder concorrer nas eleições primárias para a nomeação do Partido Republicano no estado do Colarado.

No dia 19 de dezembro, a Suprema Corte do Colorado decidiu que Donald Trump não poderia se candidatar novamente à presidência –ou seja, que os eleitores do estado não teriam a opção de votar em Trump.

Os juízes do Colorado afirmam que o ex-presidente participou de uma insurreição ao incentivar que seus seguidores invadissem o prédio do Congresso dos EUA, em 6 de janeiro de 2021, e que por isso ele não poderia ser nomeado para outro cargo público.

A decisão foi baseada em uma interpretação de um artigo da Constituição dos EUA.

Já se esperava que o caso fosse chegar na Suprema Corte, porque em diversos estados dos EUA correm ações semelhantes.
Na Suprema Corte há uma maioria de juízes conservadores –três deles nomeados pelo próprio Trump. A decisão que a maioria dos juízes da Suprema Corte tomar vai ser o parâmetro para como os estados vão lidar com a questão.
O ataque de 6 de janeiro de 2021 foi uma tentativa de reverter os resultados das eleições presidenciais de 2020, que Trump perdeu para Joe Biden. O derrotado e seus aliados começaram a mentir dizendo que a vitória de Biden foi resultado de uma fraude.

A decisão do Colorado não foi a única que impede Trump de concorrer ao cargo de presidente em um estado. No Maine, a secretária de Estado barrou Trump das primárias do Partido Republicano pelo mesmo motivo. Nesse caso, no entanto, a Justiça ainda não avaliou o caso. O ex-presidente entrou com um processo para tentar reverter a decisão no Maine.

A questão legal
Entre 1861 e 1865 os EUA viveram uma guerra civil muito violenta. Uma parte dos estados queriam se separar (por isso a guerra também é conhecida como Guerra de Secessão).

Depois desse confronto, foi aprovado um artigo na Constituição que tem uma cláusula que tinha como propósito impedir que os ex-dirigentes que tinham se envolvido na tentativa de separação de retornar a ocupar cargos públicos.

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