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Ucrânia proíbe música e livros originários da Rússia

Decisão foi tomada pelo parlamento e envolve também todo o material impresso originário de Belarus e das regiões ocupadas por Moscou
Amanda Omura

Amanda Omura

O Parlamento ucraniano aprovou uma controversa lei no domingo (19) que proíbe música e livros vindos da Rússia. A medida também vale para todo o material impresso originário de Belarus e das regiões ocupadas por Moscou.

A medida foi anunciada pelo deputado ucraniano Pavel Frolov em sua conta no Telegram. Segundo ele, a lei adotada proíbe a transmissão da produção musical russa nas mídias do país, além da apresentação em espaços públicos ucranianos de artistas da Rússia. O mesmo vale para importação e distribuição de livros em língua russa que venham "do país invasor", de Belarus - um dos principais aliados de Moscou - e dos territórios ucranianos ocupados, para os quais será necessário obter uma licença especial.

O texto prevê liberar das restrições artistas russos que condenaram publicamente a guerra, indicaram as mídias ucranianas. O Conselho de Segurança e Defesa Nacional do país também pretende criar uma lista de personalidades culturais russas que se distanciaram do Kremlin e poderão continuar sendo difundidos na Ucrânia.

O projeto de lei foi adotado por dois terços dos deputados ucranianos. O texto estipula que "a produção cultural do agressor pode agir sobre o comportamento da população". Segundo o Parlamento, a restrição poderá ser suspensa quando a guerra terminar e os territórios ocupados pelos russos retornarem ao controle da Ucrânia.

A lei também prevê quotas mínimas de músicas em idioma ucraniano, que deverão representar pelo menos 40% da produção musical transmitida nas mídias do país. Além disso, ao menos 75% do conteúdo de informação e entretenimento de rádios e TVs devem usar o idioma oficial do país.

Quase quatro meses de guerra
A guerra na Ucrânia entrou em seu 117° dia nesta segunda-feira (20). A região do Donbass, no leste, é atualmente alvo de ataques intensos das tropas russas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky reconhece que houve "perdas importantes" e prevê momentos difíceis para seu exército.

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