A mais recente pesquisa Genial/Quaest revelou dados significativos sobre a aprovação do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Divulgada na quarta-feira, a pesquisa aponta uma desaprovação de 48%, apresentando uma recuperação relevante em relação aos meses anteriores, enquanto a aprovação alcançou 47%. Esse resultado sugere uma convergência importante entre os índices de aprovação e desaprovação, reduzindo a diferença para apenas um ponto percentual.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho com 2.004 brasileiros maiores de 16 anos, apresentando margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O instituto registrou a pesquisa junto à Justiça Federal sob o número BR-07661/2026, garantindo a transparência e credibilidade dos dados apresentados.
Evolução dos Índices de Aprovação e Desaprovação
Desde abril, o cenário político apresentou transformações significativas nos índices. Em abril, a desaprovação atingiu o pico de 52%, considerada a maior taxa desde setembro de 2025. Em maio, esse número recuou para 49%, mantendo uma diferença de nove pontos percentuais em relação à aprovação, que estava em 40%. A atual pesquisa mostra a consolidação dessa trajetória de recuperação, com a desaprovação caindo para 48% e a aprovação alcançando 47%.
Cinco por cento dos entrevistados não responderam à pergunta sobre aprovação ou desaprovação do governo. Essa redução na desaprovação ocorre em um contexto de diversos acontecimentos políticos e econômicos que marcaram o período, incluindo a visita do pré-candidato do PL a Donald Trump, a aprovação do fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados e o novo tarifaço americano.
Avaliação Geral da Gestão Lula
Quanto à avaliação específica da gestão presidencial, a pesquisa identificou que 38% dos brasileiros têm uma percepção negativa do governo, uma leve queda em relação aos 39% registrados em maio. Por outro lado, 34% mantêm uma avaliação positiva, permanecendo estável em relação ao mês anterior. O percentual de brasileiros que consideram a gestão regular subiu de 25% para 26%, refletindo uma possível indecisão ou visão moderada sobre o desempenho governamental.
Aprovação por Perfil Demográfico e Socioeconômico
A análise desagregada dos dados revela padrões importantes na distribuição de aprovação e desaprovação. Entre os eleitores independentes, aqueles que não se identificam com a esquerda nem com a direita, houve melhora notável: a aprovação passou de 32% em abril para 41% atualmente, enquanto a desaprovação caiu de 58% para 47% no mesmo período. Esse é um indicador crucial de potencial expansão da base de apoio governamental.
Na região Sudeste, a aprovação avançou de 40% a 43%, enquanto a desaprovação recuou de 54% a 51%, ambas as variações fora da margem de erro. No Nordeste, o governo mantém sua maior base de sustentação, com 61% de aprovação contra apenas 34% de desaprovação. As demais regiões apresentaram oscilações dentro da margem de erro.
Desempenho Entre Grupos Específicos
Entre os jovens de 16 a 34 anos, a desaprovação caiu significativamente de 55% para 43%, enquanto a aprovação subiu para 43%, representando um avanço de dois pontos percentuais. Esse movimento entre os mais jovens é particularmente relevante para a projeção do cenário político futuro.
Nos segmentos de menor renda, o governo apresenta melhor desempenho. Entre aqueles com Ensino Fundamental, a aprovação saltou de 53% para 58%, com desaprovação caindo de 41% para 38%. Entre os que ganham até dois salários-mínimos, a aprovação passou de 54% para 59%, enquanto a desaprovação recuou de 40% para 36%. Entre beneficiários do Bolsa Família, 60% aprovam o governo, acima dos 57% anteriores.
Na faixa que recebe entre dois e cinco salários-mínimos, a aprovação avançou para 46%, com desaprovação caindo quatro pontos a 48%. Entre os segmentos mais ricos, que recebem acima de cinco salários, a aprovação recuou para 35%, constituindo o ponto fraco do governo nesse estrato.
Aprovação Entre Evangélicos e Mulheres
A pesquisa registra melhora importante entre os evangélicos. A desaprovação caiu de 65% para 60%, enquanto a aprovação avançou para 35%, embora ainda permaneça minoritária nesse segmento. Por gênero, não houve variações significativas: 49% das mulheres aprovam o governo contra 44% de desaprovação, enquanto entre os homens a desaprovação atinge 53% contra aprovação de 44%.
