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NR-1: Por que profissionais de RH precisam de ferramentas adequadas para gestão de riscos psicossociais

NR-1 exige novo papel do RH na gestão de riscos psicossociais. Saiba como 74% das empresas enfrentam lacunas de capacidade operacional e ferramentas.
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Amanda Clark

O desafio das empresas brasileiras na implementação da NR-1

A entrada em vigor das novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) representa um marco importante na legislação trabalhista brasileira. A norma incorpora a gestão dos riscos psicossociais ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), estabelecendo responsabilidades que vão muito além da simples adequação documental. Empresas de todo o país enfrentam agora o desafio de preparar seus profissionais de Recursos Humanos para acolher, registrar, investigar e encaminhar adequadamente situações complexas como assédio, discriminação e outros fatores que afetam a saúde psicológica no trabalho.

Lacuna entre exigências regulatórias e capacidade operacional

Uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto Livre de Assédio em parceria com a AAPSA revelou dados preocupantes sobre a maturidade das organizações brasileiras neste campo. 74% das empresas ainda operam abaixo de um nível considerado robusto de maturidade na gestão dos riscos psicossociais, indicando uma lacuna significativa entre aquilo que a legislação exige e aquilo que as organizações conseguem implementar de forma eficaz.

Quais riscos mais preocupam as organizações?

O estudo mapeou os principais fatores de risco psicossocial que afetam o ambiente corporativo brasileiro. A sobrecarga de trabalho aparece em primeiro lugar, afetando 28% das organizações. Em seguida, a falta de clareza de papéis e responsabilidades afeta 18% das empresas, enquanto o assédio moral ou sexual representa uma preocupação para 15% das organizações. Esses números demonstram a complexidade e a urgência de ações estruturadas nesta área.

O problema da atuação reativa nas empresas

Apesar de reconhecerem a importância desses riscos, muitas empresas ainda atuam de forma reativa e desorganizada. A pesquisa aponta que grande parte das organizações não conta com protocolos estruturados, fluxos de acolhimento ou mecanismos padronizados para documentar providências e acompanhar a resolução dos casos. Essa fragilidade na estrutura operacional é justamente um dos pilares reforçados pela atualização da NR-1.

Iniciativas mais eficazes segundo as organizações

Entre as ações consideradas mais eficazes pelos respondentes da pesquisa estão a formação contínua de lideranças, a capacitação técnica das equipes e a existência de canais qualificados de escuta e denúncia. Essas iniciativas criam um ambiente de confiança e segurança psicológica, fundamentais para a prevenção de riscos.

A transformação do papel do RH na gestão de riscos psicossociais

A atualização da NR-1 marca uma mudança importante e fundamental no papel dos profissionais de Recursos Humanos. Conforme destacado por Ana Addobbati, presidente do Instituto Livre de Assédio: "Estamos vendo uma mudança importante no papel do RH. Antes, muitas equipes atuavam apenas como apoio. Agora, elas passam a integrar a governança dos riscos psicossociais, sendo responsáveis por apoiar registros, encaminhamentos, evidências e monitoramento das ações adotadas pela empresa."

Essa transformação significa que os profissionais de RH não podem mais atuar de forma superficial ou improvisada. Eles precisam ser capazes de documentar adequadamente cada situação, manter registros precisos e acompanhar sistematicamente as ações tomadas pela empresa. Trata-se de uma mudança de paradigma que reposiciona o RH como agente central na governança corporativa.

A necessidade de ferramentas adequadas para conformidade efetiva

Para responder a essa demanda crescente e oferecer suporte aos profissionais de RH, o Instituto Livre de Assédio lançou o RHs Sem Improviso, uma biblioteca digital especializada na gestão dos riscos psicossociais. A plataforma reúne uma série de recursos práticos: protocolos detalhados, fluxos de atendimento, modelos de registro, checklists operacionais, roteiros de acolhimento, documentos para investigação e materiais práticos desenvolvidos especificamente para profissionais de Recursos Humanos.

O objetivo central dessa iniciativa é duplo: reduzir improvisações nas ações cotidianas das equipes de RH e fortalecer a governança corporativa nas organizações. Ao disponibilizar ferramentas padronizadas e reconhecidas, a plataforma apoia empresas na implementação prática da NR-1, transformando a conformidade legal em uma cultura permanente de segurança psicológica no ambiente organizacional.

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