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Presidente da Petrobras diz que política de preços continua eficiente e que ajuste é ‘justo’

Economista diz que reajuste começa a aproximar os preços domésticos do preços internacionais
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Amanda Omura

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que a política de preços da estatal continua eficiente e que o ajuste anunciado nesta terça-feira (15), com aumento no valor do diesel e da gasolina, é "justo".

A partir de quarta-feira (16), o preço da gasolina será reajustado em R$ 0,41 para as distribuidoras. Já o do diesel sofrerá um aumento de R$ 0,78.

Em entrevista, Prates disse que a nova política de preços da Petrobras, adotada em maio, já ajudou a combater a volatilidade nos valores dos combustíveis.

"Tanto o brent [tipo de petróleo] quanto o diesel estão variando muito desde junho para cá, principalmente nas últimas semanas. Tem sido variações diárias de 2% a 3%", explicou.

Prates disse que ajuste anunciado nesta terça-feira precisou ser feito por questões que vão além da volatilidade.

"Nós chegamos a um patamar diferente e tivemos que fazer um ajuste para chegar num valor marginal de novo, aquele que a gente não sai da mesa porque não vende. Então, a gente fez um ajuste justo", afirmou.

O presidente da Petrobras afirmou ainda que não houve interferência do presidente Lula na definição do reajuste de preços.

"Em momento algum o presidente Lula nos instou, influenciou ou sugeriu fazer qualquer movimentação de preço. Para cima, para baixo, para manter, para dar mais tempo, para dar menos tempo. O mandato é da presidência da Petrobras", disse Prates.

Para os próximos meses, com a chegada do inverno no hemisfério norte, Prates afirmou que há uma tendência de alta no diesel, mas de queda no preço da gasolina.

Especialistas
Esta é a primeira alta desde que a empresa deixou de considerar como referência o preço internacional do petróleo, colocando fim à política de paridade de importação.

"A primeira conclusão que a gente observa da nova estratégia comercial da Petrobras é que os reajustes são menos frequentes", explica o economista Breno Carvalho Roos.
Em entrevista a Natuza Nery, Breno compara o novo momento ao período em que vigorou a PPI.

"A gente observava reajustes semanais. Eles tentavam buscavam repassar a volatilidade do preço do petróleo e dos derivados para o preço doméstico de maneira mais instantânea."

Especialista em petróleo, Breno diz que o reajuste começa a aproximar os preços domésticos do preços internacionais e que a antiga política "viabilizava a concorrência".

"A PPI seria mandatória se fôssemos totalmente dependentes de combustível importado, mas grande parte desse combustível é processada no Brasil."

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