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Moraes nega acesso irrestrito do irmão de Michelle à casa de Bolsonaro em prisão domiciliar

Moraes nega permissão irrestrita para irmão de Michelle visitar Bolsonaro em prisão domiciliar. Decisão mantém restrições por questões de saúde.
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Amanda Clark

Decisão do STF restringe visitantes na residência de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para permitir acesso irrestrito do irmão de criação de Michelle Bolsonaro à residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília. A decisão reafirma o rigor nas restrições impostas ao regime de custódia domiciliar, mesmo em caráter humanitário.

Motivos da restrição de visitas

De acordo com a fundamentação de Moraes, as limitações de visitantes foram estabelecidas por razões de saúde, considerando a necessidade de isolamento do ex-presidente para sua recuperação de um quadro de broncopneumonia. O magistrado esclareceu que qualquer autorização para presença de pessoas na residência foi concedida de forma excepcional e específica, não existindo justificativa para flexibilizar as normas em relação a Carlos Eduardo Antunes Torres.

O argumento da defesa de Bolsonaro

Os advogados do ex-mandatário solicitavam permissão para que o irmão de criação de Michelle pudesse estar presente na casa de forma irrestrita, argumentando que ele atuaria como acompanhante e auxiliar familiar para o ex-presidente, especialmente nos períodos em que Michelle não estivesse na residência. Segundo a defesa, sua presença seria importante para auxiliar a família nas tarefas do cotidiano.

Análise da corte sobre a solicitação

Moraes destacou em sua decisão que a própria defesa de Bolsonaro admitiu que Carlos Eduardo não possui formação profissional na área de saúde e que sua presença não se destinaria a cuidados médicos, mas sim ao auxílio em atividades domésticas e familiares. O ministro também observou que a residência já conta com funcionários permanentes e agentes de segurança fornecidos pelo Estado que acompanham Bolsonaro ininterruptamente.

A essência da custódia domiciliar

Em sua argumentação, Moraes enfatizou que, embora compreenda as dificuldades da rotina familiar, estas não justificam a ampliação do número de pessoas autorizadas a frequentar a casa onde Bolsonaro cumpre a pena. O ministro advertiu que tal flexibilização poderia desvirtuar a própria essência da custódia e comprometer os objetivos da medida cautelar.

O magistrado reafirmou que a natureza da prisão domiciliar, mesmo em caráter humanitário, exige restrições rigorosas e controle estrito sobre o acesso à residência do custodiado. Segundo Moraes, isso é fundamental para garantir a fiscalização adequada e manter a efetividade da medida. Permitir o ingresso de pessoas que não se enquadram nas hipóteses expressamente autorizadas representaria um abrandamento indevido das condições estabelecidas para o cumprimento da pena em regime domiciliar.

Autorização para advogados

No mesmo despacho, o ministro Moraes concedeu autorização para que dois advogados de Bolsonaro possam visitá-lo simultaneamente, em caráter excepcional, quando seus representantes que residem em São Paulo estiverem em Brasília. Esta concessão reconhece a importância do acompanhamento jurídico sem comprometer os objetivos da custódia domiciliar.

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