Celebrado em 20 de março, o Dia Mundial da Saúde Bucal tem como objetivo chamar a atenção da população para a importância dos cuidados com a higiene oral e a prevenção de doenças. A data foi criada em 2007 pela Federação Dentária Internacional (FDI) e mobiliza profissionais e instituições de saúde em todo o mundo.
Especialistas alertam que manter a saúde da boca vai muito além de escovar os dentes regularmente. Problemas aparentemente simples podem esconder doenças mais graves, que muitas vezes se desenvolvem de forma silenciosa.
Segundo a cirurgiã-dentista Simone Amaral, professora dos cursos de odontologia do IDOMED Città America e da Universidade Estácio de Sá, a má higiene bucal pode estar relacionada a uma série de complicações.
— Quando pensamos em saúde bucal, precisamos ir muito além da escovação correta, do uso de pasta com flúor e do fio dental. A má higiene não está associada apenas à dor de dente ou ao sangramento das gengivas. O Câncer de Boca pode surgir de forma silenciosa e está relacionado não apenas ao tabagismo e ao consumo de álcool — responsáveis por cerca de 80% dos casos —, mas também à infecção pelo HPV, à má higiene bucal e até à desnutrição — explica.
A especialista ressalta o papel da Estomatologia, área da odontologia responsável por diagnosticar doenças que afetam a cavidade oral.
Entre os sinais de alerta que merecem atenção estão o surgimento de feridas que não cicatrizam, nódulos na boca, dor de garganta persistente, dificuldade para engolir e alterações na voz ou rouquidão que durem mais de três semanas.
— Esses sintomas podem estar associados a diferentes condições clínicas, como próteses mal ajustadas, traumas constantes ou até doenças sistêmicas, como Diabetes não controlada. Por isso, qualquer alteração persistente precisa ser avaliada por um dentista — afirma.
Outros sinais também podem indicar problemas bucais, como mau hálito crônico e gengivas inchadas, vermelhas ou que sangram com frequência.
Clínicas universitárias ampliam acesso ao tratamento
Além das campanhas de conscientização, clínicas odontológicas universitárias vêm ampliando o acesso da população a tratamentos a preços mais acessíveis no estado do Rio.
No campus do IDOMED Città America, na Barra da Tijuca, estudantes do curso de odontologia realizam atendimentos supervisionados por professores e coordenadores. Entre os procedimentos oferecidos estão clareamento dental, restaurações, troca de restaurações, selantes, placas para bruxismo, limpeza, tratamento de hipersensibilidade, próteses, raspagens, extrações dentárias e tratamento de canal, além de atendimento infantil e diagnóstico de câncer bucal.
De acordo com Marcelo Mello, coordenador do curso de odontologia da instituição, a iniciativa alia formação acadêmica à prestação de serviços à comunidade.
— Todos os procedimentos são supervisionados por professores, permitindo que os alunos coloquem em prática o que aprendem durante o curso. Ao mesmo tempo, conseguimos oferecer atendimento acessível para a população — afirma.
Atendimento também no Recreio e na Tijuca
No Estácio Recreio – Clínica Odontológica Barra World, localizado no Recreio dos Bandeirantes, a clínica escola também oferece tratamentos a preços populares, incluindo canal, periodontia, restaurações estéticas, avaliações, extrações e tratamento de lesões bucais.
Um dos destaques da unidade é o Projeto Trauma, que oferece tratamento gratuito para crianças e adultos que sofreram lesões faciais. O atendimento acontece às terças-feiras, a partir das 13h30.
Segundo as coordenadoras do curso, Ruth Tramontani Ramos e Carla Renata Petillo, o projeto tem impacto direto na formação dos estudantes e no atendimento à população.
— Nossa missão vai além do ensino. Buscamos devolver o sorriso e a funcionalidade para pacientes que passaram por situações traumáticas, oferecendo atendimento humanizado e acessível — afirmam.
Na Zona Norte, o Estácio Supercampus Maracanã, na Tijuca, também mantém uma clínica odontológica aberta à comunidade. O espaço oferece serviços como restaurações, tratamento de gengivas, canal e diagnóstico de câncer bucal.
Para Paulo César Elias Jorge, coordenador do curso de odontologia da unidade, a iniciativa fortalece a relação entre a universidade e a comunidade.
— Queremos retribuir à população a acolhida ao campus desde sua chegada ao bairro. Nossa expectativa é que esses serviços se tornem referência na cidade — afirma.
Atendimento também na Baixada Fluminense
Na Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a clínica odontológica da Universidade Estácio de Sá oferece serviços semelhantes à população local, incluindo obturações, restaurações, tratamento de gengivas, canal e diagnóstico de lesões bucais.
Os atendimentos são realizados mediante agendamento prévio e buscam ampliar o acesso da população aos cuidados odontológicos, reforçando a importância da prevenção — principal aliada para manter a saúde bucal ao longo da vida
