Após a renúncia de Cláudio Castro (PL), pré-candidato a senador da República nas Eleições 2026, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), é quem assume o Governo do Estado, de forma interina.
Isso porque, sem um vice-governador (era Thiago Pampolha, que renunciou, em maio de 2025, para integrar o Tribunal de Contas do Estado) e com o presidente da Assembleia Legislativa fluminense (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), o segundo na linha sucessória, afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), coube a Couto a responsabilidade.
Aos 61 anos, ele é nascido no município do Rio. Na vida pessoal, é casado, pai de dois filhos e declaradamente torcedor do Botafogo. No âmbito profissional, iniciou a carreira na Defensoria Pública do RJ, em 1989, quando foi aprovado em primeiro lugar no concurso. Já em 1992, passou, também na primeira colocação, para o concurso para juiz.
Na magistratura, Ricardo Couto foi juiz auxiliar da Corregedoria entre 2000 a 2002. Em 2008, tomou posse como desembargador do Tribunal de Justiça fluminense. Na Casa, presidiu a 4ª Câmara de Direito Público e integrou a 7ª Câmara Cível. Na eleição para a presidência do TJRJ, em novembro de 2024, Couto recebeu 116 votos, superando Luiz Zveiter, seu concorrente.
Responsabilidade
Ricardo Couto será o responsável por convocar eleição indireta para definir quem governará o RJ até o fim de 2026. Pelas normas, o pleito será realizado na Alerj, no 30º dia após a vacância do cargo, ou seja, no próximo dia 22/04. Os deputados deverão participar de sessão extraordinária exclusiva para a votação, que será secreta, conforme decisão liminar do ministro Luiz Fux, do STF.
