Discurso de Carlos Bolsonaro marca lançamento de campanha em Florianópolis
O candidato do PL ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, participou do lançamento da campanha de reeleição de Jorginho Mello (PL-SC) ao governo estadual no último sábado (15). Em um breve discurso de menos de um minuto, realizado em Florianópolis, Carlos defendeu a união da direita catarinense, buscando minimizar as divergências provocadas por sua própria candidatura ao Senado.
Durante o evento, que reuniu centenas de pessoas e marcou o início oficial da campanha da chapa majoritária, Carlos elogiou o governador e ressaltou a importância de sua continuidade no poder. "Esse cara aqui à minha direita fez em quatro anos o que os outros governadores não fizeram em 30. Ele vai ter mais quatro anos para cumprir sua missão. A gente tem uma Santa Catarina para tornar linda ainda e um Brasil para resgatar", afirmou.
Mensagem de unidade repercute na chapa
O apelo à unidade política também apareceu nas falas de outros integrantes da coligação. Carol de Toni, deputada federal que disputa uma vaga ao Senado, declarou que "somos um só time e uma só direção em favor do Brasil". A candidata informou que essa frase tem sido repetida em eventos do partido em todo o país como estratégia de mensagem.
Jorginho Mello também reforçou a mensagem de conciliação do grupo: "A nossa chapa é chapa perfeita. Não temos que explicar nada para ninguém. A nossa coligação é de gente que se gosta e se respeita".
Composição da chapa estadual
O ato contou com a presença de Adriano Silva (Novo), candidato a vice na chapa majoritária. Jair Renan Bolsonaro, que disputa uma vaga de deputado federal por Santa Catarina, também esteve presente no evento, porém não realizou discurso.
Tensões internas no bolsonarismo catarinense
O esforço para demonstrar unidade política ocorre após meses de desacordos significativos entre integrantes do bolsonarismo em Santa Catarina. Em março, a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), que tenta a reeleição, criticou a candidatura de Carlos ao Senado, afirmando que um senador deveria conhecer profundamente o estado que pretende representar.
Na ocasião, Campagnolo defendeu que Carlos buscasse apoio em Santa Catarina "com gentileza" e "convencimento", rejeitando o que chamou de "imposição". A deputada voltou a criticar a candidatura na semana seguinte ao questionar a escolha de Rafael Caleffi, ex-prefeito de São Lourenço do Oeste, para ser suplente de Carlos, solicitando explicações sobre declarações anteriores do ex-prefeito sobre Jair Bolsonaro.
Escalation das divergências políticas
As tensões se intensificaram quando Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, cobrou publicamente apoio a Carlos em uma publicação de Campagnolo nas redes sociais. Em resposta, a deputada anunciou a realização de um "adesivaço" próprio em Florianópolis, movimento que também conta com a participação da vereadora Manu Vieira, sinalizando uma mobilização paralela dentro da mesma coligação.
Essas divergências internas revelam as complexidades da política regional catarinense e os desafios enfrentados pela direita estadual em manter a coesão durante o período eleitoral, apesar dos apelos públicos pela unidade expressos durante o lançamento da campanha.
