Você está em:

MP da Mata Atlântica: as idas e vindas do texto que afrouxa a proteção

Dispositivo foi retirado pelo Senado, mas reinserido em nova votação na Câmara. Agora, MP vai à sanção presidencial
Picture of Amanda Omura

Amanda Omura

Com a aprovação da medida provisória da Mata Atlântica pela Câmara na quarta-feira (24), o presidente Lula terá 15 dias úteis para analisar o texto com as modificações feitas pelo Congresso.
O prazo começa a contar a partir do envio pelo Legislativo ao Executivo do chamado Projeto de Lei de Conversão resultante da MP 1.150/2022.

O petista poderá sancionar a versão aprovada pelo Congresso Nacional na íntegra, ou vetar todo o texto ou partes dele.

Em abril, o ministro Alexandre Padilha, responsável pela articulação política do governo, disse que Lula não tem "compromisso" com a sanção de trechos que afrouxam o combate ao desmatamento na Mata Atlântica.

Padilha indicou que o governo deve vetar os trechos que comprometem a Mata Atlântica. Ele classificou esses pontos como "agressão".

Dispositivos que facilitam o desmatamento do bioma acabaram ficando no texto final aprovado pelos deputados, após idas e vindas.

Ainda que Lula barre esses trechos, caberá ao Congresso, em sessão conjunta de deputados e senadores, dar a palavra final, mantendo ou derrubando os vetos presidenciais.

1ª análise na Câmara
A primeira vez que os deputados votaram o texto no plenário principal da Câmara foi no dia 30 de março.

Os parlamentares aprovaram a MP com mudanças propostas pelo deputado ruralista Sergio Souza (MDB-PR). Souza, que é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, havia inserido trechos que alteravam e afrouxavam a Lei da Mata Atlântica (Lei 11.428/2006).

Entre outros pontos, o relator:
Flexibilizou o desmatamento de vegetação primária e secundária em estágio avançado de regeneração;
Acabou com a necessidade de parecer técnico de órgão ambiental estadual para desmatamento de vegetação no estágio médio de regeneração em área urbana;
Acabou com a exigência de medidas compensatórias para a supressão de vegetação fora das áreas de preservação permanente, em caso de construção de empreendimentos lineares;
Acabou com a necessidade de estudo prévio de impacto ambiental e da coleta e transporte de animais silvestres para a implantação de empreendimentos lineares.

Posts Relacionados

Desinformação sobre urnas eletrônicas exige vigilância do TSE contra campanhas políticas

Desinformação sobre urnas eletrônicas exige vigilância do TSE contra campanhas políticas

Flávio Bolsonaro replica desinformação sobre urnas eletrônicas. TSE mantém vigilância contra campanhas que minam confiança democrática.

Flávio Bolsonaro questiona confiabilidade das urnas eletrônicas em encontro com diplomatas

Flávio Bolsonaro questiona confiabilidade das urnas eletrônicas em encontro com diplomatas

Flávio Bolsonaro questiona confiabilidade das urnas eletrônicas em evento com diplomatas. Veja o histórico de críticas ao sistema eleitoral.

Vice de Dr. Furlan no Amapá tem passado como funcionária de seu rival Randolfe

Vice de Dr. Furlan no Amapá tem passado como funcionária de seu rival Randolfe

Dr. Furlan anuncia ex-deputada Luciana Gurgel como vice no Amapá. Descubra os detalhes dessa aliança política surpreendente.

Estratégia de Lula: evitar estados com palanques divididos no primeiro turno eleitoral

Estratégia de Lula: evitar estados com palanques divididos no primeiro turno eleitoral

Estratégia de Lula no primeiro turno eleitoral: evite estados com palanques divididos em Pernambuco, Maranhão e Paraíba para manter alianças políticas.

Muito além do ‘tio do churrasco’: quem realmente é o eleitor brasileiro com 60 anos

Muito além do ‘tio do churrasco’: quem realmente é o eleitor brasileiro com 60 anos

Descubra quem realmente é o eleitor brasileiro 60+: diverso, autônomo e muito além do estereótipo do 'tio do churrasco'.

Lula reforça campanha presidencial com chefe de gabinete e executivo da Secom

Lula reforça campanha presidencial com chefe de gabinete e executivo da Secom

Lula reforça campanha com Marcola e Tiago Cesar. Chefe de gabinete e executivo da Secom deixam governo para coordenar estratégia eleitoral.

PL mantém interesse em Michelle Bolsonaro como candidata ao Senado, diz coordenador de Flávio

PL mantém interesse em Michelle Bolsonaro como candidata ao Senado, diz coordenador de Flávio

PL mantém interesse em Michelle Bolsonaro como candidata ao Senado. Coordenador de Flávio afirma que ex-primeira-dama foi convidada para convenção.

Sergio Moro selaciona apoio do Podemos para disputa ao governo do Paraná

Sergio Moro selaciona apoio do Podemos para disputa ao governo do Paraná

Sergio Moro obtém apoio do Podemos para candidatura ao governo do Paraná. Conheça os detalhes dessa aliança política.

en_USEnglish