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Estimulação cerebral turbina memória por um mês, diz estudo

Cientistas vão analisar se doenças como Alzheimer podem ser amenizadas usando mesmo método
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Amanda Omura

Cientistas descobriram que podem turbinar a memória das pessoas por pelo menos um mês, estimulando partes do cérebro com eletricidade sem causar danos.

Os voluntários que participaram do estudo apresentaram um desempenho melhor em jogos de memorização de palavras, que testaram tanto sua memória de "trabalho" (armazenamento temporário de informação com capacidade limitada) quanto sua memória de longo prazo.

Ainda não está claro, no entanto, o que os resultados significam exatamente para a vida cotidiana.

Mas as ideias vão desde ajudar os idosos a lidar com o declínio da memória, até tratar doenças e auxiliar na preparação para provas.

Robert Reinhart, da Universidade de Boston, nos EUA, descreveu a técnica de estimulação como "uma abordagem totalmente diferente para isolar e turbinar partes do cérebro", que oferece "um campo inteiramente novo de possíveis opções de tratamento".

As pessoas que participaram do estudo usaram uma touca repleta de eletrodos. Uma corrente elétrica controlada, que se assemelha a um comichão ou formigamento, foi então utilizada para alterar com precisão as ondas cerebrais em regiões específicas do cérebro.
Os voluntários foram submetidos a 20 minutos de estimulação diariamente durante quatro dias seguidos. Ao longo do estudo, eles tiveram que memorizar listas de palavras — e foram solicitados a lembrar-se novamente delas um mês depois.

Reinhart disse que o tratamento "pode ​​causar melhora na memória seletiva que dura pelo menos um mês".

Os resultados, publicados na revista científica Nature Neuroscience, mostram que os voluntários que tiveram dificuldade com os jogos de memória no início do experimento foram aqueles cuja memória melhorou mais.

Como a memória funciona
Os sinais elétricos mudaram o ritmo da atividade cerebral — ondas cerebrais — nas áreas direcionadas.

Os cientistas acreditam que as quatro rodadas de estimulação reforçaram esses padrões e levaram a melhorias duradouras à medida que o cérebro se adaptava e se reconectava — o que é conhecido como neuroplasticidade.
"É uma espécie de conexão com a chamada linguagem do cérebro, que fala consigo mesmo e se comunica consigo mesmo por meio de impulsos elétricos", diz Reinhart.
Todas as 150 pessoas que participaram do estudo eram saudáveis, sem comprometimento cognitivo e tinham entre 65 e 88 anos.

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