A Incerteza na Lateral Direita Brasileira
Com a lesão de Wesley e a convocação do meio-campista Éderson, a Seleção Brasileira enfrenta uma questão tática importante antes da estreia na Copa do Mundo de 2026. A lateral direita se tornou um ponto de interrogação para o técnico Carlo Ancelotti, e Ibañez surge como uma das opções viáveis para ocupar a posição.
O zagueiro foi escolhido para falar à imprensa nesta terça-feira (9), mas preferiu manter discrição sobre suas atividades nos treinos. Quando questionado se vem se preparando como lateral ou zagueiro, Ibañez respondeu com bom-humor, recusando-se a revelar detalhes: "Se eu fizer mais do que isso, dá ruim para mim depois", brincou o defensor.
Posicionamento Tático e Disponibilidade
Apesar da esquiva inicial, Ibañez deixou claro sua disposição em atuar em qualquer função que o treinador determinar. "Independente se for de zagueiro ou de lateral, acredito que estou pronto", afirmou o jogador. O zagueiro já tem experiência atuando como lateral-direito, tendo jogado na posição em um amistoso contra a Croácia em março.
Quando pressionado novamente sobre o tema, manteve a postura profissional: "Essa questão não depende de mim. Onde for, eu estarei pronto para representar meu país". Danilo, do Flamengo, é considerado o favorito para ocupar a lacuna deixada por Wesley, mas Ibañez permanece como uma alternativa viável para Carlo Ancelotti.
Diálogo Claro com Ancelotti
O defensor revelou que não teve conversas específicas com o técnico italiano ou com Danilo sobre sua possível atuação como lateral. Segundo Ibañez, Ancelotti é direto e claro em suas orientações: "O mister é bem direto e reto naquilo que ele quer dentro do grupo, é importante porque clarifica muito as coisas".
Ibañez elogiou a dinâmica com Danilo, seu principal concorrente na zaga. "Com o Danilo o dia a dia é sempre muito bom, esclarece dúvidas que a gente tem dentro do grupo, seja de lateral ou de zagueiro, porque ele faz as duas funções", destacou o jogador.
Evolução Defensiva e Preocupações
A Seleção Brasileira sofreu gols em todos os últimos amistosos, uma questão que incomoda internamente o grupo. Ibañez reconheceu a preocupação: "É uma questão que a gente trabalha em cima, treina em cima disso. Algo que a gente se cobra muito". O foco em treinos defensivos tem sido intenso para evitar repetição desse padrão durante a competição.
A Transferência para a Arábia Saudita
Ibañez deixou a Roma em 2023 para se transferir para o Al-Ahli, uma decisão que inicialmente lhe causou incerteza. "Nos primeiros meses, talvez sim tive dúvidas, o pensamento que talvez me afastaria da seleção brasileira", confessou o zagueiro. Porém, após seis meses, mudou completamente sua perspectiva.
A mudança provou ser a decisão certa para sua carreira. No Al-Ahli, assumiu papel de liderança que não tinha na Roma: "Na Roma eu não era um dos capitães. No Al-Ahli sou um dos capitães". O zagueiro também reconheceu o crescimento do campeonato saudita nos últimos anos, validando sua escolha.
Emoção e Representatividade Regional
Ibañez foi convocado para a Seleção pela primeira vez após a Copa de 2022, mas enfrentou um hiato de três anos até seu retorno com Carlo Ancelotti. O jogador definiu a Copa do Mundo como "a melhor parte da minha vida", demonstrando emoção genuína ao ser chamado novamente.
Um aspecto histórico marca essa seleção: pela primeira vez, um elenco brasileiro para a Copa terá representatividade completa de todas as regiões do país. Ibañez, gaúcho, celebra essa diversidade: "Juntando todas as culturas do Brasil inteiro nos faz mais forte". O clima de união e conhecimento das diferentes culturas brasileiras contribui para um ambiente mais leve e produtivo dentro do grupo.
