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CCJ da Câmara flexibiliza texto e aprova projeto para restringir uso de celulares nas escolas

Versão anterior proibia porte dos aparelhos por alunos do ensino infantil e dos anos iniciais do fundamental
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Amanda Omura

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados flexibilizou o texto e aprovou, por 45 votos a 14, nesta quarta-feira (11) uma proposta que restringe o uso de celulares nas escolas públicas e privadas do país. O texto seguirá diretamente para análise do Senado, a menos que haja um recurso para votação no plenário principal da Câmara. A versão anterior da proposta, aprovada pela Comissão de Educação da Câmara, proibia que alunos do ensino infantil e anos iniciais do fundamental portassem celulares nas escolas. O texto aprovado pela CCJ nesta quarta permite o porte do celular pelos estudantes do ensino básico, mas estabelece que o uso só será possível em casos excepcionais, como situações de: perigo necessidade ou de força maior A proposta também possibilita o uso de aparelhos eletrônicos pessoais em sala de aula para: fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor garantir a acessibilidade e a inclusão atender às condições de saúde dos estudantes e assegurar "direitos fundamentais" dos alunos "Escola também precisa de regramento, precisa ter hora para tudo. A gente não quer ser contra a tecnologia, mas que a tecnologia seja utilizada de forma consciente e responsável. Do contrário, ao invés de ser uma aliada do processo educacional, acaba sendo uma grande vilã", afirmou o relator Renan Ferreirinha (PSD-RJ). O projeto também prevê que os estabelecimentos de ensino disponibilizarão espaços de escuta e acolhimento para receberem alunos ou funcionários que estejam em sofrimento psíquico e mental, principalmente decorrentes do uso imoderado de telas e nomofobia. As redes de ensino também deverão oferecer treinamentos periódicos para a detecção, prevenção e abordagem de sinais sugestivos de sofrimento psíquico e mental, e efeitos danosos do uso imoderado das telas e dispositivos eletrônicos portáteis pessoais, incluindo aparelhos celulares. O presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Rafael Brito (MDB-AL) afirmou que a proibição do uso de celulares nas escolas é uma medida necessária e se alinha a muitos países que já enfrentaram problemas com o uso excessivo de tecnologia no ambiente escolar.

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