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Privatização da Petrobras é jogada de alto risco e pode virar tiro no pé, dizem aliados de Bolsonaro

Para eles, a estratégia é de alto risco. O governo pode estar dando munição para seus adversários e afastar eleitores
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Amanda Omura

O anúncio de estudos para a privatização da Petrobras é uma jogada de alto risco e pode virar um tiro no pé. A avaliação é de aliados do presidente Jair Bolsonaro que são contra a proposta num ano eleitoral.
Para eles, o governo pode estar dando munição para seus adversários e afastar eleitores.

Anunciado pelo novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, o pedido de estudos para privatizar a companhia petroleira faz parte de uma estratégia para dar ao presidente Bolsonaro um discurso na campanha eleitoral: de que ele tentou de tudo para reduzir o preço dos combustíveis, não conseguiu, e a saída é vender a estatal.

Ao afirmar que essa era a sua primeira medida à frente do ministério, para o qual foi nomeado na quarta-feira (11), Adolfo Sachsida, um apoiador de primeira hora de Bolsonaro, fez questão de afirmar que tinha autorização direta do presidente da República para fazer o anúncio.

Segundo aliados do presidente, a estratégia é de alto risco. Em vez de garantir um discurso para Bolsonaro se defender da alta da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, pode se virar contra ele.

Os aliados lembram que a estatal sempre teve uma boa avaliação da população, que costuma ser contra a venda da empresa. Se a tática não funcionar, em vez de ganhar votos o presidente pode perder apoio entre eleitores.

Além disso, o tema vai ser usado pela oposição para atacar Bolsonaro. A equipe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está usando o anúncio para criticá-lo, divulgar que o presidente é o responsável pela alta dos combustíveis no Brasil e que ele quer vender a empresa mais valiosa do país.

Pedido de estudo sobre privatização
O novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, entregou na quinta-feira (12) ao ministro da Economia, Paulo Guedes, um pedido para que sejam feitos estudos para a privatização da Petrobras e da PPSA, a estatal do pré-sal.

Trata-se do primeiro ato de Sachsida após assumir o ministério no lugar do almirante Bento Albuquerque.

A troca no comando da pasta de Minas e energia, e o pedido de estudo visando a privatização da Petrobras, ocorrem num momento em que o presidente Jair Bolsonaro, que tentará a reeleição neste ano, sofre críticas devido aos seguidos aumentos nos preços dos combustíveis promovidos pela estatal.

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