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De ‘império’ ao risco de fechamento: o que explica o derretimento das ações da Tupperware

Empresa informou que pode ficar inadimplente e alerta sobre risco de liquidez no curto prazo
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Amanda Omura

A Tupperware Brands, fabricante dos famosos potes de plástico, informou que existem “dúvidas substanciais” sobre sua capacidade de continuar operando. Em outras palavras: a empresa está com dificuldades financeiras que podem levá-la à falência.

Em comunicado divulgado ao mercado na última sexta-feira (7), a empresa explicou que enfrenta problemas de crédito e informou que recebeu uma notificação da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês), indicando que pode ter o registro cancelado.

Problemas de crédito
Em resumo, a Tupperware explicou em um comunicado que pode deixar de cumprir cláusulas de contratos de crédito. Isso porque emendas estabelecidas ao contrato inicial tiraram a liquidez do caixa da empresa no curto prazo.

Simplificando: a Tupperware fechou três contratos de crédito que foram firmados com credores em novembro de 2021:
uma linha de crédito rotativo com garantias, de US$ 220 milhões;
um empréstimo a prazo, de US$ 400 milhões;
outro empréstimo a prazo de US$ 200 milhões.

Todos os financiamentos tinham vencimento em julho de 2025. Acontece que os contratos foram revistos no início de 2023, de maneira que parte do crédito rotativo foi convertida em um empréstimo a prazo de US$ 200 milhões. Assim, os recursos disponíveis para tomada nessa linha rotativa foram reduzidos.

A empresa ainda explica que a novidade no contrato também estabelecia juros progressivos ao longo do tempo para os créditos tomados pela empresa. Estava prevista a possibilidade de um adicional de 4,75 pontos percentuais (p.p.) a depender do índice de alavancagem da companhia — a alavancagem é um indicador que mostra o quanto a empresa depende de capital de terceiros para manter sua operação.

Com o caixa apertado e perspectiva ruim com o cenário econômico desafiador, a empresa sinalizou que pode descumprir as cláusulas, o que a tornará inadimplente. A inadimplência confere ao credor a possibilidade de exigir o reembolso dos empréstimos pendentes e restringir futuras concessões de recursos.
“Se a exigência de reembolso ocorrer, a companhia não dispõe de recursos financeiros para saldar tais obrigações. A companhia ainda depende dos recursos para financiar suas operações e cumprir com demais obrigações”, disse a empresa no comunicado.

Plano de reestruturação
Diante desse cenário, a empresa formulou um plano de reestruturação de negócios, indicando que contratou consultores financeiros e que participa de discussões com potenciais investidores para encontrar um financiamento e seguir com as atividades.

Além disso, a empresa ainda informou que está “revisando seu portfólio de imóveis” e avalia possíveis vendas, alienações ou arrendamentos (quando a empresa cede o direito de uso do imóvel por um determinado período), como forma de tentar monetizar seus ativos.

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