Você está em:

Falta de verbas e cortes no Orçamento: quais serviços e setores já foram comprometidos

Educação e Saúde são as áreas mais afetadas, mas antes do bloqueio já havia setores prejudicados
Picture of Amanda Omura

Amanda Omura

O quinto bloqueio de gastos do governo federal no Orçamento de 2022 afetou várias áreas e interrompeu serviços. Os cortes anunciados no fim de novembro, que somam R$ 5,7 bilhões, deixaram os últimos dias do governo do presidente Jair Bolsonaro com a administração paralisada.
Educação e Saúde são as áreas mais afetadas, mas antes mesmo do anúncio do bloqueio já havia setores prejudicados por falta de verbas, como o de emissão de passaportes e de manutenção de carros da Polícia Rodoviária Federal.

  1. Universidades federais e institutos federais
    No caso da Educação, após o anúncio do bloqueio, o governo federal chegou a liberar R$ 366 milhões do Orçamento, mas voltou atrás um dia depois, zerando novamente a verba para despesas não obrigatórias das universidades federais e institutos federais. 2.
  2. Residentes de medicina
    O Ministério da Educação está sem recursos para pagar o salário de 14 mil residentes de medicina. A informação foi dada por integrante do governo de Jair Bolsonaro à equipe de transição do futuro governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

Por causa dos bloqueios orçamentários sofridos na última semana, faltarão à pasta os R$ 65 milhões necessários para as remunerações referentes a dezembro, que deveriam ser pagas no início de janeiro.

  1. Bolsas da Capes
    Os bolsistas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) também deverão ser afetados pela falta de verba do MEC. O órgão, que é vinculado ao ministério, informou que não terá dinheiro para pagar as mais de 200 mil bolsas destinadas a alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Os depósitos deveriam ser feitos até esta quarta-feira (7). O corte deverá impedir, ainda, a manutenção administrativa da entidade.
  2. Confecção de passaporte
    A Polícia Federal anunciou, antes mesmo do novo corte do governo federal, a suspensão da confecção de passaporte devido à falta de verbas. A corporação informou haver "insuficiência do orçamento" também para "atividades de controle migratório". Não foi informada a data para a retomada da emissão dos documentos, mas o agendamento para a solicitação do passaporte segue disponível.
  3. Medicamentos
    A Saúde, que junto com a Educação está entre os setores mais afetados pelo bloqueio, teve corte anunciado de R$ 3,7 bilhões. E uma das áreas mais afetadas é a do fornecimento de medicamentos. Em setembro, o programa Farmácia Popular, que distribui remédios para população carente, já tinha ficado ameaçado ao ser deixado de lado pela proposta do orçamento de 2023. As verbas para o programa iriam cair de R$ 2,04 bilhões em 2022 para R$ 804 milhões em 2023.
  4. Carros da PRF
    Também antes do anúncio de bloqueio de R$ 5,7 bilhões, a Direção-Geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) havia informado, em ofício enviado às superintendências regionais, que os serviços de manutenção de viaturas seria limitado devido às falta de verba prevista no orçamento de 2022.

Posts Relacionados

Bilheteria de Filmes Nacionais Despenca em 2026: Cinema Brasileiro Enfrenta Crise de Público

Bilheteria de Filmes Nacionais Despenca em 2026: Cinema Brasileiro Enfrenta Crise de Público

Filmes nacionais representam apenas 7,1% da bilheteria do cinema brasileiro em 2026. Confira os números alarmantes e impactos na indústria criativa.

Comida di Buteco 2026: Dicas de especialistas para a 19ª edição com tema verduras

Comida di Buteco 2026: Dicas de especialistas para a 19ª edição com tema verduras

Conheça as dicas de especialistas para a 19ª edição do Comida di Buteco 2026 com tema verduras. 105 bares participam neste maior campeonato culinário do

Caixa retém R$ 7 bilhões do FGTS: governo cobra liberação para 10 milhões de trabalhadores demitidos

Caixa retém R$ 7 bilhões do FGTS: governo cobra liberação para 10 milhões de trabalhadores demitidos

Governo cobra liberação de R$ 7 bilhões do FGTS retido pela Caixa para 10 milhões de trabalhadores demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025.

Seguro de Crédito Interno Cresce 40,3% em Janeiro Impulsionado por Crise de Endividamento

Seguro de Crédito Interno Cresce 40,3% em Janeiro Impulsionado por Crise de Endividamento

Seguro de crédito interno cresce 40,3% em janeiro. Dados inéditos do IRB+Inteligência mostram alta expressiva impulsionada por endividamento.

Petrobras Cobra 1,23% ao Mês em Parcelamento de Reajuste do Querosene de Aviação

Petrobras Cobra 1,23% ao Mês em Parcelamento de Reajuste do Querosene de Aviação

Petrobras cobra 1,23% ao mês em parcelamento do reajuste de 55% do querosene de aviação. Medida afeta companhias aéreas brasileiras.

Cessar-fogo entre EUA e Irã faz dólar cair ao menor patamar em 22 meses e impulsiona Ibovespa a recorde histórico

Cessar-fogo entre EUA e Irã faz dólar cair ao menor patamar em 22 meses e impulsiona Ibovespa a recorde histórico

Cessar-fogo EUA-Irã derruba dólar a 22 meses de baixa e Ibovespa atinge recorde histórico. Apetite ao risco aquece mercados globais.

Receita Federal libera R$ 16 bilhões no primeiro lote do IR 2026: confira as datas e beneficiários

Receita Federal libera R$ 16 bilhões no primeiro lote do IR 2026: confira as datas e beneficiários

Receita Federal libera R$ 16 bilhões no primeiro lote do IR 2026 em maio. Confira calendário completo e critérios de prioridade.

Banco Central aponta Selic com maior margem de manobra, mas monitora riscos geopolíticos no Oriente Médio

Banco Central aponta Selic com maior margem de manobra, mas monitora riscos geopolíticos no Oriente Médio

Banco Central vê Selic com maior margem de manobra, mas alerta para impacto de conflito no Oriente Médio na inflação

pt_BRPortuguese