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Haddad cita investidores a ‘títulos verdes’ e fala em ‘neoindustrializar’ o Brasil

Ministro da Fazenda participou de evento na Bolsa de Nova York sobre desenvolvimento sustentável
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Amanda Omura

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (18), em Nova York, que houve uma "extraordinária receptividade" dos investidores estrangeiros aos títulos verdes brasileiros que serão lançados nas próximas semanas.

Haddad acrescentou ainda que é possível "neoindustrializar" o país para produzir e exportar produtos com boas práticas ambientais.

As declarações foram durante evento produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na Bolsa de Valores de Nova York, com o tema: "Brasil em foco: mais verde e comprometido com o desenvolvimento sustentável". Autoridades de outros poderes também estavam presentes.

Segundo o ministro, a equipe do Tesouro Nacional já apresentou o formato dos títulos verdes brasileiros a mais de 60 fundos internacionais, alguns trilionários, com boa receptividade.

Entre as regras desses títulos, está definido que os recursos captados de investidores do exterior deverão ser necessariamente direcionados para projetos ambientais.

"Não existe divórcio entre sustentabilidade e desenvolvimento. Isso é coisa do passado, dos equívocos do passado. O futuro é do desenvolvimento sustentável e o Brasil pode ter um papel proeminente nisso. Sabendo lidar com nossas parcerias, oxalá o acordo Mercosul-União Europeia seja aprovado no segundo semestre, mas também com os investidores americanos", afirmou Haddad.

De acordo com o ministro, o novo Plano Safra do governo contempla iniciativas de agricultura de baixo carbono. Na visão dele, a agropecuária brasileira tem investido muito em tecnologias voltadas para novas formas de produção, e vem garantindo, com isso, espaço no mercado internacional.

"O agro é o primeiro a saber que se essa agenda não for endereçada, vai acabar perdendo mercado internacional. Nossa pecuária tem muito que evoluir, temos condição de fazer um grande trabalho no campo", afirmou o ministro.
Ele disse também que há hoje uma janela de oportunidade a ser aproveitada no cenário internacional, pois o Brasil sofreu menos do que outras nações os efeitos da crise financeira de 2008, da pandemia da Covid-19 e, também, da guerra na Ucrânia – além de estar voltado à economia de baixo carbono e combate aos desequilíbrios ambientais.

Para que o Brasil continue crescendo de forma sustentável, Haddad citou a necessidade de terminar a reforma tributária sobre o consumo, que já passou pela Câmara dos Deputados e tramita no Senado, além de avançar na agenda ambiental, e na agenda para baratear o crédito (com aprovação do marco de garantias), entre outras iniciativas.

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