A maior representação africana em uma Copa do Mundo
A Copa do Mundo de 2026 marca um momento histórico para o futebol africano. Com a expansão do torneio para 48 seleções, o continente africano alcançará sua maior participação em uma edição da competição, superando o recorde estabelecido na Copa da África do Sul de 2010, quando seis nations africanas disputaram o torneio. Desta vez, dez seleções africanas estarão presentes, incluindo Cabo Verde como estreante, evidenciando o crescimento e a força do futebol continental.
Essa ampliação não representa apenas números, mas reflete a evolução técnica e competitiva do futebol africano nas últimas duas décadas. A presença massiva de seleções do continente nas próximas fases decisivas deixou de ser uma surpresa e se tornou cada vez mais frequente nos últimos torneios, consolidando o futebol africano como protagonista no cenário mundial.
Os cinco principais craques africanos para 2026
Antoine Semenyo - Gana
Aos 26 anos, Antoine Semenyo é um dos maiores talentos ganeses da atualidade. Adquirido pelo Manchester City por mais de R$ 450 milhões, o atacante polivalente é capaz de atuar tanto como ponta central quanto nas laterais do campo. Na temporada recém-finalizada, Semenyo participou diretamente de 21 gols em 37 partidas, consolidando-se como uma das principais esperanças de gols de Gana para a Copa de 2026. Esta será sua segunda participação em um Mundial, chegando em seu auge físico e técnico.
Mohamed Salah - Egito
Conhecido como o Faraó, Mohamed Salah aos 33 anos se despediu recentemente do Liverpool após uma década de excelentes desempenhos. O atacante egípcio é considerado há anos um dos grandes nomes do futebol mundial, tendo marcado 258 gols em 442 partidas pelos Reds e conquistado dois títulos da Premier League além da Champions League. Pela seleção egípcia, Salah é o maior artilheiro das Eliminatórias Africanas com 20 gols, superando lendas como Samuel Eto'o e Didier Drogba. Com mais de 100 partidas e 60 gols pelo Egito, ele segue como grande referência ofensiva do continente.
Riyad Mahrez - Argélia
Riyad Mahrez construiu uma trajetória notável no futebol inglês. Foi protagonista do histórico título do Leicester City na Premier League de 2016, uma das maiores surpresas da história do esporte. Posteriormente, brilhou pelo Manchester City durante cinco temporadas, marcando 78 gols e conquistando quatro campeonatos ingleses, participando também da primeira Champions League conquistada pelo clube. Pela Argélia, Mahrez desputa ciclos de Copa desde 2014, acumulando 113 jogos e 38 gols pela seleção, além de ser campeão da Copa Africana de Nações.
Sadio Mané - Senegal
Sadio Mané foi uma das peças centrais do período mais vitorioso recente do Liverpool, atuando pelo lado esquerdo do ataque ao lado de Mohamed Salah. O senegalês marcou 120 gols em 269 partidas pelos Reds, ajudando o clube a conquistar títulos nacionais e europeus. Após passagem discreta pelo Bayern de Munique, atualmente defende o Al-Nassr. Pela seleção do Senegal, que representa desde 2012, Mané acumula 52 gols em 124 jogos, mantendo-se como principal referência técnica de sua geração no país.
Amad Diallo - Costa do Marfim
O mais jovem da lista, Amad Diallo aos 23 anos representa uma nova geração de talentos africanos. Jogador do Manchester United, apresenta grande potencial de desenvolvimento. Pela Costa do Marfim, soma 18 partidas e cinco gols, chegando ao torneio de 2026 como aposta para desequilibrar a favor da seleção marfinense em sua primeira participação em um Mundial.
O crescimento do protagonismo africano nas Copas do Mundo
Nas últimas edições do torneio, seleções africanas demonstraram capacidade competitiva crescente. Em 2022, Marrocos realizou a melhor campanha de uma seleção africana na história, alcançando as semifinais e terminando na quarta colocação. Doze anos antes, na África do Sul, Gana também esteve muito próximo de quebrar essa barreira, ficando a um detalhe de chegar às semifinais.
A Copa de 2014 foi marcante ao ter Nigéria e Argélia avançando simultaneamente para o mata-mata, repetindo o feito em 2022 com Marrocos e Senegal presentes nas oitavas de final. Com a expansão para 48 equipes e mais vagas na fase eliminatória, a expectativa é de um protagonismo ainda maior do continente africano em 2026, alimentando a esperança de que o futebol africano volte a desafiar as potências tradicionais da competição.
