Decisão da Fifa é reafirmada pela presidente mexicana
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, confirmou oficialmente que os jogos da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026 não serão realocados para o território mexicano. A declaração reafirma o posicionamento da Fifa, que já havia indicado a manutenção dos locais originais das partidas, encerrando especulações que duraram semanas sobre uma possível mudança de sede.
Problemas logísticos impedem transferência das partidas
Durante entrevista realizada na última sexta-feira, Sheinbaum foi questionada sobre a possibilidade de mudança no local das partidas e reiterated a decisão da entidade máxima do futebol internacional. Segundo a presidente, questões logísticas complexas impediriam a transferência dos jogos para o México. "Finalmente a Fifa decidiu que as partidas não podem ser transferidas de seus locais originais. Isso necessitaria uma logística muito grande. A decisão já foi tomada", afirmou a líder mexicana.
Locais dos jogos da fase de grupos
Na tabela do Mundial, o Irã teve seus três jogos da fase de grupos marcados nos Estados Unidos. As partidas estão programadas para Los Angeles, onde enfrentará a Nova Zelândia e a Bélgica, e para Seattle, onde jogará contra a seleção egípcia. A decisão de manter esses locais foi mantida apesar das tensões geopolíticas na região.
Contexto do conflito no Oriente Médio
A situação ganhou complexidade após ataques dos Estados Unidos ao Irã, que desencadearam um conflito significativo no Oriente Médio em fevereiro deste ano. Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos atacaram o país e causaram a morte do líder supremo Ali Khamenei, resultando em um conflito que já causou mais de 3 mil mortes, segundo levantamento divulgado pela Organização de Medicina Legal do Irã em 12 de abril.
Posicionamento da Federação Iraniana de Futebol
No início de março, a Federação Iraniana de Futebol se posicionou nas redes sociais declarando que não jogaria nos Estados Unidos. O presidente da federação, Mehdi Taj, alegou que o presidente Donald Trump havia declarado que, pela própria segurança, a seleção do Irã não deveria participar do Mundial. "Considerando que Trump declarou claramente que não pode garantir a segurança da seleção nacional iraniana, definitivamente não iremos aos Estados Unidos", afirmou Taj em nota publicada na rede social X.
Resposta do presidente norte-americano
Apesar da declaração iraniana, Donald Trump comunicou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que os jogadores iranianos seriam bem recebidos nos Estados Unidos durante a competição. A mensagem buscava tranquilizar a delegação sobre questões de segurança durante sua permanência no país.
Dificuldades diplomáticas e logísticas
O embaixador do Irã no México, Abdolfazl Pasandideh, denunciou a falta de cooperação do governo americano em múltiplos aspectos. Segundo o diplomata, a emissão de vistos e a oferta de apoio logístico à delegação iraniana permaneciam inadequadas antes do Mundial. Esses fatores foram apontados como determinantes para a solicitação de mudança no local dos jogos.
Condicionamento da participação iraniana
Antes da declaração de Sheinbaum, a federação iraniana tinha condicionado sua participação na Copa à possível mudança de local das partidas da fase de grupos. Segundo a federação, mesmo após comunicado da Fifa indicando que os jogos não seriam alterados, a entidade máxima do futebol ainda não havia respondido formalmente ao pedido iraniano. "Nosso pedido para transferir os jogos do Irã dos Estados Unidos para o México segue válido. Se for aceito, a participação do Irã na Copa do Mundo será certa. No entanto, a Fifa ainda não respondeu", declarou a federação antes da confirmação mexicana.
A decisão final da Fifa encerra uma das maiores polêmicas envolvendo questões geopolíticas na história recente das Copas do Mundo, estabelecendo um precedente importante sobre como a entidade internacional lida com conflitos diplomáticos durante eventos esportivos globais.
