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Michael Jackson: O Acidente com Fogo que Marcou Sua Vida e Possível Origem do Vício em Analgésicos

Michael Jackson sofreu grave acidente com fogo durante comercial da Pepsi em 1985. Saiba como o incidente pode ter originado seu vício em analgésicos.
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Amanda Clark

O Incidente Traumático no Set da Pepsi

Michael Jackson estava em seu apogeu profissional, logo após o fenomenal lançamento de "Thriller", quando aceitou um lucrativo contrato de cinco milhões de dólares para protagonizar um comercial da Pepsi. No dia 27 de janeiro de 1985, no Shrine Auditorium em Los Angeles, o que deveria ser um simples filme publicitário transformou-se em um acidente traumático que marcaria para sempre a vida do rei do pop, então com apenas 25 anos de idade.

A cena havia sido planejada meticulosamente. Jackson deveria executar um salto e descer uma escadaria no palco, aproximando-se dos figurantes que simulavam uma plateia, enquanto um dispositivo pirotécnico produziria fumaça ao seu redor. Os primeiros cinco takes transcorreram sem problemas, seguindo exatamente o roteiro estabelecido. Contudo, na sequência, ocorreu o impensável.

O Momento Crítico: Quando os Cabelos Pegaram Fogo

O dispositivo de ignição que criava a fumaça foi acionado prematuramente, antes do tempo combinado. Com Jackson posicionado perigosamente perto do equipamento pirotécnico, as faíscas criadas pelo disparo incendiaram seus cabelos. Por alguns segundos cruciais, o artista não percebeu que sua cabeça havia se transformado em uma tocha em chamas. Continuando com a coreografia, Jackson desceu os degraus enquanto ardia, até que membros de sua equipe correram em seu auxílio, batendo freneticamente na cabeça do cantor para apagar as chamas. Ele então se jogou ao chão, debatendo-se desesperadamente.

O médico pessoal de Jackson na época, Steven Hoefflin, posteriormente revelou que o artista sofreu queimaduras de segundo grau do tamanho de uma palma de mão, além de uma pequena área com queimaduras de terceiro grau. Jackson foi transportado imediatamente para o Centro Médico Cedars-Sinai em Los Angeles, onde recebeu tratamento intensivo. Felizmente, conforme Hoefflin observou, o cantor teve sorte por não sofrer queimaduras no rosto.

As Sequelas Duradouras e o Tratamento Médico

Durante sua recuperação, Jackson necessitou de diversos medicamentos para controlar a dor intensa das queimaduras, além de sedativos potentes para conseguir dormir. Subsequentemente, foram realizadas múltiplas cirurgias para disfarçar as cicatrizes deixadas pelas queimaduras em seu couro cabeludo. De acordo com relatos de publicações da época, após o incidente, o cabelo do Jackson deixou de crescer em certos pontos de sua cabeça, levando-o a usar perucas posteriormente para ocultar essas falhas capilares.

Possível Conexão com a Dependência Química

Fontes próximas ao cantor alegaram na época que o acidente de 1984 foi determinante para sua eventual dependência de analgésicos. Embora essa alegação não tenha obtido consenso unânime entre amigos do artista, a questão permanece relevante na compreensão de sua vida posterior. O filme recentemente lançado "Michael", dirigido por Antoine Fuqua, resgata essa trajetória e levanta novamente essa questão crucial. Jackson faleceu em 2009 vítima de uma overdose do poderoso sedativo propofol, ministrado por seu médico particular.

O Acordo Financeiro e o Legado Médico

Após o incidente, a Pepsi e Jackson chegaram a um acordo que resultou em uma indenização de 1,5 milhão de dólares. De forma nobre, o artista doou essa quantia para o Centro Médico Brotman em Los Angeles. Em reconhecimento dessa generosa doação, a instituição de saúde renomeou sua unidade de tratamento para pacientes queimados como Michael Jackson Burn Center, criando um legado duradouro que beneficia vítimas de queimaduras até os dias de hoje. Anos depois do trágico acidente, Jackson voltaria a trabalhar como garoto-propaganda da Pepsi em futuras campanhas publicitárias.

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