Os docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 25 de março. A paralisação, aprovada em assembleia, representa a primeira greve da categoria em uma década e volta a pressionar o governo do Cláudio Castro em relação à questão salarial.
A informação foi divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, de O Globo. O foco da mobilização é a reivindicação por recomposição salarial, uma demanda antiga dos professores da universidade.
A última greve dos docentes da Uerj aconteceu em 2016, durante o governo do ex-governador Luiz Fernando Pezão. Naquela época, o funcionalismo estadual enfrentava uma crise com atrasos nos pagamentos e grande instabilidade nas contas públicas do Rio de Janeiro.
Nos últimos dez anos, a categoria não havia parado as atividades, mesmo com o desgaste causado pelas condições de trabalho e pela remuneração dos servidores da universidade.
Agora, a situação mudou. Com a greve aprovada, é esperado que as atividades acadêmicas sejam suspensas a partir da semana seguinte, afetando as aulas e outros serviços ligados à universidade.
Este movimento cria uma nova fonte de pressão para o governo estadual e deve aumentar a demanda por negociações. Os docentes estão na expectativa de que o Palácio Guanabara apresente uma proposta para lidar com as perdas salariais acumuladas.
