O antigo prédio do Automóvel Clube do Brasil, localizado na Rua do Passeio, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, passará por uma transformação significativa. A Prefeitura do Rio assinou um acordo de cessão do imóvel para a criação do Museu do Petróleo e Novas Energias, que será gerenciado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás e Biocombustíveis (IBP).
O objetivo é revitalizar o edifício histórico e transformá-lo em um novo espaço cultural na cidade, dedicado à preservação da memória da indústria de petróleo e gás, além de promover o debate sobre transição energética, inovação e novas tecnologias. O museu também irá fortalecer a presença do tema energia no cenário cultural do Centro do Rio.
O prefeito Eduardo Paes ressaltou a importância simbólica do prédio e a nova função que ele irá desempenhar. Segundo o prefeito, o Museu do Petróleo e Novas Energias será um local para preservar a memória e discutir o futuro, abordando questões de transição energética, inovação e novas tecnologias. Eduardo Paes também destacou a relevância de investir no Passeio Público, localizado em frente ao edifício.
O prédio possui aproximadamente 4,4 mil metros quadrados distribuídos em três pavimentos e está passando por um processo de restauração realizado pela prefeitura, com um investimento de R$ 36,3 milhões. Após a conclusão das obras, o espaço será cedido ao IBP por um período de 30 anos.
O projeto inclui a criação de áreas de exposição e educação dedicadas à disseminação de conhecimento sobre o setor energético e suas transformações. A previsão é que o museu seja inaugurado no primeiro semestre de 2028, contando com parcerias da Petrobras, PRIO e CNOOC, juntamente com o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).
O diretor executivo de Exploração e Produção do IBP, Claudio Nunes, acredita que o museu irá enriquecer a oferta cultural da cidade, mostrando tecnologia, inovações e a evolução do setor de petróleo e gás. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a importância histórica do setor no Brasil e a evolução do país de importador a um dos principais produtores de energia.
O projeto não apenas valoriza a história da indústria de petróleo e energia, mas também evidencia o impacto econômico do setor, que gera cerca de 59,8 mil empregos formais no Rio de Janeiro. Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, a iniciativa une passado e futuro em um único espaço.
Além da criação do museu, a Prefeitura do Rio está realizando a restauração completa do edifício, seguindo diretrizes de preservação por ser tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. As obras incluem recuperação estrutural e arquitetônica, restauração das fachadas, modernização das instalações elétricas, hidráulicas e de climatização, adaptações para acessibilidade e medidas de prevenção contra incêndios.
O Museu do Petróleo e Novas Energias não será apenas mais uma atração cultural na cidade do Rio, mas sim uma forma de resgatar a história e preparar o terreno para as discussões sobre o futuro energético do país.
