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Governador do Rio se reúne com Lula e ministro do STF antes de julgamento crítico sobre royalties de petróleo

Governador do Rio se reúne com Lula e STF antes do julgamento crítico sobre redistribuição de royalties do petróleo marcado para maio
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Amanda Clark

Encontro estratégico às vésperas de decisão do Supremo

O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, realizou uma reunião de importância estratégica com o presidente Lula nesta quarta-feira para discutir as ações que envolvem a redistribuição dos royalties do petróleo. O tema é crucial para as finanças estaduais, gerando grande mobilização política nos bastidores do governo federal e do Supremo Tribunal Federal.

Além do encontro com o presidente, Couto de Castro também conversou diretamente com o ministro Luiz Fux, do STF, sobre o mesmo assunto. A audiência no Supremo contou com a presença de membros relevantes da administração estadual, incluindo o procurador-geral do estado, Bruno Dubeux, a procuradora-chefe da PGE-RJ em Brasília, Daniela Allam e Giacomet, e o procurador do estado Carlos da Costa e Silva Filho.

A disputa pelos royalties de petróleo e seus impactos financeiros

O encontro oficial abordou especificamente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, uma das principais ações que discutem a validade da Lei 12.734/2012. Esta lei alterou significativamente os critérios de divisão dos royalties e participações especiais da exploração de petróleo e gás, ampliando a fatia de estados e municípios não produtores.

O julgamento está marcado para o próximo dia 6 de maio no plenário do STF, consolidando-se como um dos processos mais sensíveis da pauta do Supremo. A normativa encontra-se suspensa desde 2013, quando a ministra Cármen Lúcia concedeu uma decisão liminar após questionamentos de estados produtores. Estes alegam violação ao pacto federativo e o risco de perdas bilionárias em arrecadação.

Estimativas de impacto econômico para o Rio

Entidades empresariais fluminenses estimam que uma eventual aplicação da lei poderia resultar em perdas de aproximadamente R$ 8 bilhões por ano para o estado do Rio de Janeiro e outros R$ 13 bilhões para seus municípios. Estes números dimensionam a gravidade da questão para as contas públicas estaduais, justificando o empenho diplomático do governador em exercício junto ao governo federal.

O cenário político antes do julgamento

Na véspera do julgamento, precisamente em 5 de maio, o STF realizará uma audiência de conciliação entre estados e municípios, numa tentativa de buscar uma solução negociada para resolver o impasse. De um lado, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e 19 estados articulam uma proposta para preservar, total ou parcialmente, a redistribuição prevista na lei de 2012. Este grupo reúne principalmente entes não produtores, que têm interesse direto em ampliar sua participação nas receitas do petróleo.

Do outro lado, estados produtores como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo mantêm uma posição firmemente contrária à mudança. Suas preocupações centram-se no impacto fiscal direto que a redistribuição causaria em suas arrecadações.

Expectativas para o julgamento

Segundo ministros ouvidos por fontes especializadas, o julgamento deve ser mantido na pauta do STF, porém pode ser novamente interrompido por pedido de vista considerando a sensibilidade política e econômica da questão. Esta possibilidade reflete o grau de complexidade e o impacto que a decisão terá nas finanças de diversos estados e municípios brasileiros.

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