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Bolsonaro quer preços do combustível e gás de cozinha congelados até a eleição

Jair Bolsonaro tem dito a auxiliares que novas altas dos combustíveis o farão "perder a reeleição"
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Amanda Omura

Em reuniões internas do governo, o presidente Jair Bolsonaro tem dito a auxiliares que novas altas dos combustíveis o farão "perder a reeleição".

Por isso, Bolsonaro disse que não quer novos reajustes no diesel, gasolina e gás de cozinha até a eleição, em outubro.

O governo anunciou nesta segunda-feira (23) a troca na presidência da empresa, indicando o atual secretário do Ministério da Economia Caio Paes de Andrade para comandar a petroleira. O atual presidente, José Mauro Coelho, está há pouco mais de um mês no cargo.

Coelho, escolhido pelo ex-ministro das Minas e Energia Bento Albuquerque, perdeu a sustentação ao não segurar o novo reajuste do diesel.

Bolsonaro está preocupado com o impacto do preço do diesel entre caminhoneiros, grupo que o apoia desde 2018 e que está insatisfeito.

O governo tem ainda pesquisas internas que mostram que a população joga a responsabilidade do preço dos combustíveis no Presidente da República – candidato à reeleição.

Desde que indicou Adolfo Sachsida para o MME, Bolsonaro vem cobrando medidas. Sachsida é próximo do ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem participado de decisões na área.

O plano do governo é estender o período em que a Petrobras repassa os valores do petróleo importado para o preço dos combustíveis nas bombas.

Ações da Petrobras em queda
As ações da Petrobras operam em queda de mais de 5% em Nova York nesta terça-feira (24). No pré-mercado, os papeis chegaram a cair mais de 11%.

No radar dos investidores, está a decisão do presidente Jair Bolsonaro de trocar novamente o comando da estatal. As ações da petroleira também começaram a ser negociadas nesta terça sem o pagamento de dividendos, o que puxa o preço dos papeis para baixo.

O Ministério de Minas e Energia anunciou em nota oficial na noite desta segunda-feira (23) a demissão de José Mauro Ferreira Coelho, após 40 dias no cargo. Ele foi o terceiro presidente da estatal no governo Jair Bolsonaro.

Para o lugar de José Mauro Coelho, o governo decidiu indicar Caio Mário Paes de Andrade, auxiliar do ministro Paulo Guedes no Ministério da Economia, onde ocupava o cargo de secretário de Desburocratização. Os três demitidos da presidência da Petrobras foram vitimados pela progressiva elevação do preço dos combustíveis.

Perto das 8h, o ADR PBR da Petrobras (recibos das ações da petroleira negociados na Bolsa de Nova York) caíam 12,05%, a US$ 14,30, indicando uma abertura em queda dos papéis da estatal.

Já os preços do barril de petróleo operam em leve alta, com o Brent sendo negociado acima de US$ 113.

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