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Reajuste de vale-refeição e alimentação fica abaixo da inflação

Para o vale-alimentação, houve alta média de 10,08% no acumulado em 12 meses até março
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Amanda Omura

Levantamento da Sodexo, uma das principais empresas fornecedoras de vale-alimentação e refeição do país, mostra que houve aumento do valor médio do crédito concedido pelas empresas aos funcionários nos primeiros três meses deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Porém, esses reajustes ficaram abaixo da inflação do período.

No primeiro trimestre deste ano, as empresas de todos os portes (pequenas, médias e grandes) elevaram o valor médio do crédito dos benefícios Sodexo Alimentação Pass e Sodexo Refeição Pass de seus colaboradores. Para o vale-alimentação, houve alta média de 10,08%. Já para o vale-refeição, o valor médio subiu 7,42%. Os dados são da base de clientes da Sodexo Benefícios e Incentivos.
Enquanto isso, no acumulado de 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país medida pelo IBGE, ficou em 11,3% até março. A alimentação no domicílio subiu 13,73%, e a fora do domicílio, 6,22%.

Em relação aos reajustes salariais, a maioria ficou abaixo ou igual ao índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador referência para os aumentos, que ficou em 11,73% no período.

Nas negociações cadastradas no Ministério do Trabalho e Previdência até março, os reajustes que ficaram abaixo do INPC tiveram a maior proporção: 39,9%. Já 30,9% tiveram reajustes iguais ao INPC. E a menor proporção (29,2%) teve aumento acima do índice inflacionário. O levantamento é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Maior valor médio do ticket é no Sudeste e Centro-Oeste
Por tipo de porte de empresa, as pequenas e médias empresas (PMEs) elevaram o valor médio do vale-alimentação em 7,07%, e as grandes empresas em 10,84%. Já para o vale-refeição, as PMEs subiram em 7,01%, e as grandes corporações, em 6%.

Os trabalhadores da região do Centro-Oeste foram os que conseguiram o maior valor médio no saldo do vale-alimentação nos três primeiros meses deste ano, com o valor médio de R$ 534,41. Em seguida aparecem as regiões Sul, com R$ 528,64; Norte, com R$ 433,19; Nordeste, com R$ 409,35; e Sudeste, com R$ 392,76.

Em relação ao vale-refeição, as maiores médias foram verificadas no Sudeste, com R$ 518,24. Em seguida aparecem Centro-Oeste, com R$ 463,04; Sul, com R$ 453, 72; Nordeste, com R$ 444,21; e Norte, com R$ 431,52.

A cidade de São Paulo registrou aumento médio do valor do vale-alimentação em 15,95%, que passou para R$ 335,56, e do vale-refeição em 8,25%, com o valor médio indo para R$ 522,12.

Empresas acompanham rumos da economia
O vale-refeição e alimentação são benefícios que não estão dentro da legislação trabalhista, por isso, as empresas têm a liberdade de oferecê-los ou não aos trabalhadores, assim como estipular os reajustes, a não ser que as regras estejam previstas em convenção ou acordo coletivo da categoria.

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