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Tarifa de 37,5% dos EUA atinge US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras

Tarifa acumulada de 37,5% dos EUA atinge US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras. Conheça o impacto na economia e produtos afetados.
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Amanda Clark

Impacto das novas tarifas americanas sobre o comércio bilateral

O governo dos Estados Unidos intensificou suas medidas protecionistas contra produtos brasileiros com a implementação de uma nova tarifa de 12,5%, anunciada nesta quinta-feira. Esta sobretaxa se soma à taxa de 25% que já estava em vigor desde a semana anterior, resultando em uma tarifa acumulada de 37,5% que afetará significativamente as exportações brasileiras. Segundo cálculos do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio (Mdic), essa tarifa combinada atingirá aproximadamente US$ 6,6 bilhões em produtos comercializados entre os dois países.

Produtos afetados pelas tarifas combinadas

De acordo com os dados do governo brasileiro, 16,5% do total das exportações brasileiras aos Estados Unidos serão submetidas à tarifa combinada de 37,5%. Este percentual inclui uma ampla gama de produtos essenciais à economia nacional, como máquinas e equipamentos, diversos tipos de madeira, gorduras e óleos vegetais, calçados, móveis e confecções. A diversidade de setores afetados demonstra o alcance abrangente das medidas comerciais implementadas pela administração Trump.

Além disso, 4,7% das exportações brasileiras são alcançadas exclusivamente pela sobretaxa de 12,5%, enquanto 1,9% enfrentam apenas a tarifa de 25%. Isso significa que 52,7% das exportações brasileiras não estão sujeitas às duas sobretaxas anunciadas, oferecendo algum alívio para setores não afetados pelas medidas.

Justificativa das tarifas americanas

O governo americano fundamenta a aplicação da taxa de 12,5% na alegação de que o Brasil e diversos parceiros comerciais dos EUA falham ao importar produtos que teriam utilizado trabalho forçado em sua produção. Esta taxa foi aplicada também a outros países parceiros. Já a tarifa de 25% é específica ao Brasil, refletindo tensões comerciais bilaterais mais profundas.

Redução significativa nas exportações brasileiras

Os efeitos das tarifas já são visíveis nas estatísticas comerciais. A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras sofreu redução considerável, caindo de 12,1% para 9,4% ao comparar os primeiros semestres de 2025 e 2026. Em escala anual, a queda é ainda mais evidente: a participação americana passou de 12,0% em 2024 para 10,8% em 2025.

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos totalizaram US$ 17,4 bilhões, representando uma redução de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este desempenho negativo foi principalmente influenciado pela diminuição dos embarques de óleos brutos de petróleo, que registraram retração de 30,4%, e de produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, cujas exportações recuaram 21,7%.

Impacto bilateral nas importações

As consequências das tarifas não se limitam apenas às exportações brasileiras. As importações brasileiras de produtos originários dos Estados Unidos também apresentaram retração significativa durante o primeiro semestre, contribuindo para uma redução de 12,8% na corrente de comércio bilateral total. Esta dinâmica ilustra como as medidas protecionistas afetam ambos os lados da relação comercial, reduzindo o volume geral de trocas entre os países.

Perspectivas futuras para o comércio bilateral

A implementação progressiva de tarifas representa um desafio substancial para a economia brasileira, particularmente para setores dependentes do mercado americano. A redução contínua da participação dos EUA nas exportações brasileiras indica uma reconfiguração das relações comerciais internacionais, com empresas brasileiras buscando diversificar seus mercados de destino diante das barreiras tarifárias crescentes.

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